quarta-feira, 22 de julho de 2009

Futaba Falsificado

Cuidado: Futaba falsificado.

Futaba Japan released a notification last week that it's come to their attention there are counterfeit Futaba products on the market. Particularly the Futaba GY401 Gyro and Futaba S9254 tail servo are noted in the release. These products will obviously not have the same performance as genuine Futaba products.

The key thing to look for is the color of the pins in the servo connector. All Futaba products have gold pins in the connectors. The counterfeit products have silver pins. Another tell tell sign is the length of the grommet on the servo lead exiting the servo case. If the grommet is shorter then normal, it's a sign of a counterfeit.

These counterfeit products are typically sold out of Hong Kong and other parts of China, and are prolific on eBay. I highly suggest you purchase from authorized dealers and resellers. If the price is too good to be true, it usually is for a reason!

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Recall nos rádios DX6i

Depois dos problemas de "identidade" apresentados pelos rádios FASST da Futaba, agora é a vez dos Spektrum mostrarem o seu "lado negro".
O defeito apresentado por uma série destes rádios trata-se de mau contato nos potenciômetro dos sticks. É o velho problema tão bem conhecido dos usuários dos rádios da série EX da Futaba, principalmente o 6EXA. Só que a Futaba não quis fazer um recall talvez porque nem tivesse como saber qual série de rádios apresentam problemas e, acabou deixando a "bomba" nas mãos dos infelizes compradores.
Na verdade isso até era de se esperar porque os rádios da Spketrum também são montados na China. O dificil de aceitar é que um fabricante mantenha um controle de qualidade tão baixo sabendo dos problemas da terceirização para os asiáticos.
Bem pra começo de conversa não são todos os rádios DX6i que estão apresentando problemas. Apenas aqueles que tem dentro da caixa das baterias o selo de data de fabricação
807E, 808E, 809E, 810E, 811E, 812E e 901E

Segundo a Horizon Hobby, distribuidora da marca, TODOS os rádios que não tiverem os numeros relacionados NÃO APRESENTAM O PROBLEMA e portanto não necessitam serem enviados para o recall.
Também aqueles rádios que NÃO TENHAM NENHUM SELO ( Date Code Label ) estão isentos do problema e podem ser usados normalmente.
Os rádios com problemas que estejam fora dos EUA deverão ser encaminhados as lojas aonde foram comprados e estas providenciarão o envio para a assistência técnica para que o reparo seja feito.

Receptores 2,4 Ghz

Com a popularização dos rádios de 2.4 GHz estão surgindo dúvidas entre os aeromodelistas sobre o funcionamento e até a confiabilidade destes rádios.
Seguidamente sou questionado sobre esta tecnologia, se ela realmente é boa, se vale a penas trocar os rádios de 72MHz para 2.4, se realmente estes rádios são imunes a interferências e outras tantas duvidas.
Correm boatos nos campos de vôo que os rádios de 2.4 são instáveis porque apresentam “zonas de sombra” de sinal aonde pode haver a perda de controle do modelo e que o alcance efetivo não é suficiente para controlar o modelo a uma distância maior e outras bobagens que geralmente são disseminadas por pessoas que não tem uma base técnica sólida e falam somente para impressionar os demais colegas .
Em primeiro lugar é importante salientar que o uso da faixa de 2.4GHz começou a ser usado a muitos anos inclusive em sistemas militares portanto trata-se de um sistema robusto e exaustivamente testado. Não é preciso dizer o cuidado técnico que existe nos paises europeus e nos Estados Unidos para homologar o uso de equipamentos de radioemissão.
Se os equipamentos que utilizam esta faixa apresentassem qualquer indício de falha jamais seriam liberados para o uso em RC e muito menos os grande fabricantes como a Futaba e a JR iriam investir dinheiro neste sistema. Só isso bastaria para garantir que os rádios de 2.4 são bons, confiáveis e seguros.

Como funcionam

É sabido que os rádios de 2.4 não usam cristais, são sintetizados. O que muita gente não sabe é que eles não operam num canal fixo como os rádios cristalizados.
A faixa de 2.4GHz tem 80 canais disponíveis que podem ser usados de várias formas de acordo com cada tipo de equipamento de RC.
A regra estabelecida entre os fabricantes de equipamentos exige que qualquer equipamento ao ser ligado faça uma varredura na faixa a fim de encontrar um ou mais canais vagos, para só depois iniciar a transmissão propriamente dita. Essa é a razão pela qual é virtualmente impossivel um rádio interferir no outro: Um rádio jamais vai transmitir em cima de um canal ocupado.
O sistema utilizado pela Spektrum/JR utiliza dois canais: um onde os sinais de controle são transmitidos até o receptor e outro que fica na reserva para caso aja algum problema com o canal principal que esta transmitindo, assumir imediatamente a transmissão.
Quando um transmissor da Spektrum é ligado ele possui um receptor interno que "varre" a faixa a procura de um canal vago. Quando encontra ele trava no canal e começa a transmitir. A seguir inicia uma nova busca até achar um segundo canal livre passando a transmitir um sinal nele. Assim o rádio garante que se outros rádios forem ligados estes 2 canais não serão usados uma vez que encontram-se ocupados.
Uma vez escolhidos os dois canais o rádio passa a transmitir num deles deixando o outro na reserva. Caso ocorra qualquer problema com o canal que esta transmitindo, o rádio desvia a transmissão para o canal reserva e imediatamente procura um novo canal para ficar na reserva. Tudo isso é feito sem que o usuário perceba porque a rapidez da troca é medida em milisegundos ( um milésimo de segundo ). Este sistema é conhecido também como "hot standby" ou dual link.
Já o sistema usado pela Futaba funciona diferente. Os rádios da Futaba não alocam canais na banda, eles acham um canal vago e começam a transmitir porém a cada 2 milisegundos "pulam" para o próximo canal vago onde permanecem transmitindo por mais 2 milisegundos e depois trocam de canal novamente. Ou seja, o rádio fica pulando de canal em canal de um lado para o outro continuamente.Como o tempo de troca é muito rápido o sistema também é transparente para o usuário. Para ele o rádio simplesmente está sempre transmitindo.
Existem vantagens e desvantagens nestes dois sistemas de transmissão mas que aqui não interessa para o aeromodelista, basta saber que ambos são confiáveis e plenamente testados e aprovados.

Caracteristicas práticas


O foco principal deste texto é alertar aos colegas para a importância da correta instalação dos receptores a bordo do modelo porque qualquer negligência nesta hora poderá comprometer o correto funcionamento do rádio. Digo mais, a maioria dos problemas que algumas pessoas encontraram ao utilizar os rádios de 2.4 foram justamente pela não observação das informações contidas nos manuais, principalmente no capitulo que informa como devem ser instalados os receptores.
Diferentemente dos rádios de 72MHz que tem um fio de 1 metro de comprimento como antena do receptor, nos receptores de 2.4GHz a antena tem 3, 2cm de fio! Além disso como a frequencia utilizada é altíssima as antenas são muito direcionais. Isso quer dizer que enquantos nos rádios de 72Mhz não havia maiores preocupações na hora de instalar a antena, que é apenas uma, e basta extendê-la ao longo da fuselagem, nos rádios de 2.4 as antenas são no mínimo duas em cada receptor e em sistemas como o Spektrum são quatro, uma vez que são utilizados 2 receptores funcionando juntos. A JR tem um sistema de alta confiabilidade para modelos gigantes onde são utilizados 4 receptores, portanto temos 8 antenas! E cada sistema tem uma posição definida para a colocação dos receptores para que as antenas assumam posições exatas para proporcionar o melhor desempenho do conjunto.
Outra caracteristica dos rádios de 2.4 é utilizar uma potência de transmissão que é no máximo 1/5 da potência de um rádio de 72MHz. Enquanto estes transmitem com 0,5 a 0,7 Watts os rádios de 2.4 transmitem apenas com apenas 0,1 Watts. Isso no Brasil e nos EUA porque na Europa esse valor fica em torno de 0,06 a 0,08 Watts apenas. Embora essa seja uma caracteristica dos equipamentos que trabalham em frequencias elevadas, isso exige que a sensibilidade ( capacidade de receber sinais fracos ) dos receptores seja muito boa para que se tenha um bom alcance.
As ondas de rádio de 2.4GHz se propagam como se fossem onda de luz, ou seja, em linha reta não contornando objetos. Isso faz com que para que aja recepeção as antenas do receptor tem que "ver" a antena do rádio. Por isso se o modelo passar por trás de uma árvore grande ou de uma construção certamente irá perder o controle porque os sinais do transmissor não serão captados pelo receptor, ou chegarão tão fracos que este não será capaz de decodificá-los e comandar os servos. É importante então para o perfeito funcionamento do sistema ter o modelo sempre a vista.

A instalação dos receptores


Porém o detalhe mais critico nos sistemas de 2.4 é sem dúvida a direcionalidade dos sinais, isso é as antenas do receptor por serem pequenas, se não forem corretamente instaladas, em determinadas posições do avião elas ficarão "de ponta" em relação a antena do rádio e a recepção dos sinais será mínima e se o avião estiver muito longe poderá haver quebra do link de rádio e perda do controle.
Para evitar isto os manuais dos rádios dedicam um capitulo especial para a instalação dos receptores na fuselagem do avião e o respectivo posicionamento das antenas.
O sistema de 2.4 da Futaba utiliza apenas um receptor com duas antenas que devem ficar num angulo de 90 graus entre si, já os radios da Spektrum usam 2 receptores, um principal aonde são conectados os servos e outro auxiliar que compõe o sistema "Dual Link". Cada um dos receptores tem duas antenas dispostas horizontalmente 180 graus entre si. Os receptores devem ser instalados de modo que as suas antenas fiquem uma no plano horizontal e a outra no plano vertical, formando uma cruz. Essa disposição vai garantir que ambos receptores recebam os sinais do rádio independente da posição que este estiver em relação ao avião ( recepção OMNIDIRECIONAL ).
Este tipo de instalação das antenas chama-se POLARIZAÇÃO CRUZADA.
Desnecessário dizer que o tamanho dos fios das antenas de 2.4 ( 3,2cm ) são críticos e não devem ser cortados e muito menos aumentados.
Outro detalhe que devemos lembrar é que sempre que for possível devemos manter as antenas afastadas de peças metálicas ou de fibra de carbono porque qualquer objeto condutor de eletricidade proximo a uma antena poderá alterar o seu funcionamento e desempenho. Assim, procure colocar os receptores afastados da linkagem,principalmente dos cabos. Isso não é uma condição essencial mas certamente se for observada dará maior confiabilidade ao sistema.
Um último detalhe diz respeito a antena do rádio que deverá estar sempre "quebrada" em 45 graus garantindo que o máximo de sinal estará sendo enviado ao avião. Lembre-se que quando a antena do rádio está "apontada" para o modelo o sinal irradiado é menor .
Estas informações constam nos manuais dos rádios e não são novidades, mas tem muita gente boa por ai que não se dá ao trabalho de ler o manual, instala o equipamento de qualquer jeito e depois quando ocorre uma pane são os primeiros a sair dizendo pra todo mundo que os rádios "não prestam".
Convém lembrar, como já falei no inicio que os sistemas de rádio na faixa de 2.4GHz são robustos e quando operando dentro das suas especificações funcionam perfeitamente.

MAno

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Life after the crash - tradução materia publicada pela RC-Heli

Antes de mais nada, você deve relaxar. Posso assegurar-lhe que você não é a primeira pessoa a a sofrer com um crash, não importa o quão ruim que parece. Também esta não será a sua última, espero que você tenha lembrado de bater o HOLD, antes do seu heli bater no chão.

Determine a causa.
Agora que você está mais calmo e o heli foi recuperado com segurança, tente pensar exatamente o que aconteceu. Acho que a maioria das falhas dividem-se em uma das três categorias abaixo:

1) Impossível Evitar falha mecânica
Se formos honestos, é uma ocorrência muito rara com helis de hoje.

2) Evitável falha mecânica
Isso acontece muito mais vezes, não há substituto para uma boa manutenção e verificações antes do vôo.

3) Dumb Thumbs (Erro do Piloto)
Considero esta terceira categoria possui duas sub-categorias: tempo de resposta ao que você pensou e perda de orientação.

Para evitar que o mesmo acidente ocorra novamente, primeiro você precisa entender o que causou essa falha. Lembre-se que existem algumas falhas de difícil diagnostico. Se este for o caso, verifique duas vezes cada ítem no seu heli, incluindo o seu transmissor. Troque todas as peças danificadas por novas, jamais recondicione ou reaproveite peças velhas.

Verifique a eletrônica.
Em seguida, você deve verificar cuidadosamente todos os eletrônicos, mesmo ítens simples. Remova os links dos servos e ligue o rádio, não é necessário remover todos os ítens. Em uma área limpa e bem iluminadas, execute todos os movimentos nos seus servos. Volte a colocar os links e repita os testes para validar o estado dos servos.

Finalmente.
Agora vamos para o campo verificar todo o conjunto voando novamente. Trate este heli como novo, ele irá muito provavelmente ter que voltar a manutenção. Dê-lhe um único vôo com cuidado, ouvindo e vendo de perto, e se as coisas não parecem corretas ou som, aborte o seu vôo. Se tudo correr bem, volte a desfrutar novamente da sua máquina.

sábado, 4 de julho de 2009

NORMAS DE SEGURANÇA PARA O VÔO DOS AEROMODELOS R/C


O aeromodelismo não é um esporte perigoso, mas como qualquer outra atividade esportiva, podem surgir riscos se não são aplicadas as normais regras de bom senso. Os praticantes sabem que para os aeromodelos não se consegue obter uma total segurança de vôo, por isso as normas de segurança servem justamente para reduzir o número de acidentes e, no caso se verifiquem, reduzir as conseqüências que eventualmente poderiam causar aos pilotos, ao público e ao patrimônio.

Nesse sentido é importante divulgar e aplicar as regras básicas que devem ser respeitadas e incrementadas considerando as características das áreas de vôo, número de praticantes e outros fatores que podem requerer uma ampliação do quadro de normas.

É útil lembrar que as normas de segurança não devem ser consideradas como um obstáculo à prática do aeromodelismo mas sim como uma linha de comportamento que demonstra que os aeromodelistas são pessoas sábias e responsáveis. Lembramos também que a postura individual em relação as normas de segurança pode influenciar a opinião que espectadores e autoridades têm em relação ao nosso hobby e que cada novo acidente provocado por negligência ou imprudência constitui num obstáculo ao progresso do aeromodelismo rádio controlado.

CLASSIFICAÇÃO DAS NORMAS DE SEGURANÇA

Vamos classificar as normas em duas categorias distintas:

  1. Normas de comportamento que devem ser respeitadas por todos os que praticam o aeromodelismo R/C, ou seja, todos que controlam um aeromodelo.
  2. Normas de organização, que devem ser respeitadas por organizadores de encontros, competições, e eventos abertos ao público.

1 - NORMAS DE COMPORTAMENTO

1.1 - Todos os aeromodelos

  1. devem ser construídos para garantir segurança em normais condições de vôo, devem ser controlados escrupulosamente os movimentos e fixação das superfícies de comando e mecanismos de comando (horns, bowdens, servos, etc...);
  2. os aeromodelos devem ser checados antes do primeiro vôo e sempre depois de uma aterrissagem pesada, controlando que os motores estejam bem fixados e os dispositivos de comando funcionando regularmente;
  3. as partes anteriores as hélices de qualquer modelo (spinner, porcas,...) têm que ser arredondadas (raio não inferior a 4mm). O bico dos planadores deve ter um raio de curvatura não inferior a 7,5mm;
  4. não se devem usar hélices de metal ou hélices danificadas. Evitar que pessoas fiquem perto das hélices em movimento, acima de tudo verificar que ninguém esteja na direção do plano de rotação (hélices ou rotores de helicópteros) porque uma ruptura pode projetar as pás com violência devido a elevada força centrífuga;
  5. não voar nas proximidades de cabos de alta tensão, redes telefônicas, etc..;
  6. não voar em condições precárias de luz.

1.2 - Aeromodelos rádio controlados

  1. antes de voar em uma área não conhecida verificar a existência de interferências no local;
  2. antes de voar junto com outros aeromodelistas verificar sempre as freqüências em uso. Caso exista alguma dúvida não ligar o rádio para verificar. È de bom hábito deixar o próprio rádio em local protegido ou no quadro de freqüências, justamente para evitar que seja ligado acidentalmente;
  3. com um novo modelo ou com rádio-controles novos ou consertados é aconselhável verificar os comandos antes do vôo e a transmissão do rádio;
  4. antes de cada vôo, os comandos devem ser controlados com motor parado e com motor na máxima rotação;
  5. aeromodelistas principiantes não devem voar sem a presença de um instrutor quando existir público assistindo;
  6. a decolagem não deve ser feita na direção dos espectadores e das áreas de estacionamento; a curva depois da decolagem deve ser feita sempre na direção oposta ao público a aos obstáculos (estacionamentos, casas, etc..);
  7. o vôo e as acrobacias devem ser efetuadas a uma distância de segurança do público e áreas de estacionamento;
  8. evitar de sobrevoar o público durante a aterrissagem, em caso de necessidade manter a altitude mínima de segurança;
  9. como regra geral seria oportuno que os aeromodelos voassem a uma altitude máxima de aproximadamente 120 mts. e não ultrapassassem a altitude de 300mts. em relação à pista;
  10. caso se verifique qualquer sinal de ineficiência ou a perda de alguma parte não prevista do aeromodelo, é preciso reduzir imediatamente os giros do motor e aterrissar assim que for possível;
  11. o aeromodelo, na maioria das vezes, é fruto de dedicação e muitas horas de trabalho, mas a segurança das pessoas tem sempre um valor mais elevado. Por isso, se a tentativa extrema de salvar o aeromodelo em condições precárias de vôo puder colocar em risco o público ou outros aeromodelistas, é preferível perder o modelo;
  12. Não distrair os pilotos, principalmente na decolagem e aterrissagem.

2 - NORMAS DE ORGANIZAÇÃO

As normas que seguirão foram elaboradas para fornecer um guia aos organizadores e participantes de eventos, elas ajudarão a melhorar a segurança do público e participantes. Como as categorias do aeromodelismo são várias, existe uma regulamentação para cada uma delas, ou seja, as normas que devem ser adotadas para uma competição de pilon racing, não se aplicam necessariamente a uma prova de planadores. Portanto nos limitaremos a evidenciar os pontos salientes que melhoram as condições de segurança em relação ao aeromodelismo R/C em geral, deixando ao bom senso e às instituições qualificadas, os regulamentos necessários para cada categoria.

2.1 – Regras gerais

  1. controle de rádios eficiente e penalidades para quem usar os equipamentos sem autorização;
  2. possibilidade da direção de proibir o vôo de aeromodelos considerados perigosos ou que sejam pilotados de forma perigosa;
  3. proibição de efetuar manobras acrobáticas ou vôos em velocidade elevada em áreas predeterminadas, com penalidades para quem infringir as normas;
  4. os organizadores devem controlar que estejam sendo aplicadas as regras de comportamento como no parágrafo 1.

2.2 – Organização

  1. deve ser nomeada uma pessoa que se responsabilize pela segurança e pelo cumprimento das normas;
  2. avaliar a área onde se deve realizar o evento e planejamento da colocação do público e estacionamentos que não podem ser sobrevoadas pelos aeromodelos;
  3. a pista deve ser suficientemente grande para os aeromodelos que participarão do evento e livre de impedimentos nas cabeceiras. Caso haja algum obstáculo, é necessário realizar um brefing com os pilotos e padronizar decolagens e aterrissagens para manter as margens de segurança;
  4. dentro de 150mts. das cabeceiras, não deve haver espectadores ou veículos estacionados;
  5. deve ser reservada uma área delimitada para o público paralelamente à linha de decolagem e aterrissagem e de um só lado da área de vôo;
  6. em nenhum caso devem ser praticadas decolagens e/ou pousos na direção dos espectadores ou áreas de estacionamento dos veículos;
  7. não se pode praticar aeromodelismo nas proximidades de aeroportos (5Km) sem a prévia autorização;

2.3 – Direção dos eventos

  1. os organizadores devem, preferivelmente, ser aeromodelistas experientes e conhecer as características dos modelos envolvidos no evento;
  2. o diretor do evento deve ser o responsável pela anulação ou suspensão do mesmo caso não existam as condições de segurança necessárias;
  3. a direção tem que verificar que o encarregado da segurança cumpra as funções de sua competência;
  4. se durante o evento surgir a suspeita de interferências externas, os vôos devem ser suspensos até a identificação da fonte ou eliminação da mesma;
  5. fica a critério da direção suspender os vôos se a velocidade do vento superar os 25 nós (46Km/h) ou se a visibilidade for inferior a 500mts;
  6. é importante que as normas de segurança sejam apresentadas antecipadamente, através de relatório, aos participantes. Tais disposições devem ser confirmadas e eventualmente esclarecidas no dia do evento, antes da sessão de vôos.

acidente com avião da air france

Minha modesta opinião é, no mínimo, pragmática. Aproveitando o "gancho" de opiniões abalizadas de colegas da aviação, temos que encarar, e assumir, que há uma linha de aeronaves ditas de "última geração" que deverá passar por sérias e urgentes reformulações no projeto, a exemplo do que ocorreu com o Comet(que explodia no ar devido ao perfil angular das janelas); Electra(explodia em vôo devido à rebitagem que não resistia à vibração das hélices); Trident e Boeing 727 que tinham deep stall, o "Zarapa"que teve que implantar a quilha porque não saia do parafuso, o Bandeirante que teve que de reestruturar por completo o sistema de compensador do profundor porque a cauda saia em vôo etc. A linha recente da Airbus, em várias condições de vôo, sobrepuja, e por vezes chega até a anular qualquer ação de comando proveniente da cabine, o que não deixa de ser um absurdo. Cito um exemplo: uma manobra evasiva anti-colisão será
limitada pela não-aceitação de comando brusco. Pelo mesmo viés,o fato dos comandos de vôo serem fly-by-wire totalmente potenciados elétricamente, sem qualquer back-up que não seja o elétrico, simboliza necessarimente que a perda total de energia elétrica redunda inexoravelmente na perda total de atuação nos comandos de vôo! Um exemplo recente ocorreu com o Swissair FLT 111 em 1998, que se estatelou sobre o mar sem qualquer tipo de orientação e comando(maiores detalhes: site www.jetsite. com.br/acidentes /blackbox).
Até hoje não há uma conclusão definitiva sobre a ocorrência da superposição do comando proveniente do computador de bordo x comando de cabine no acidente com o avião da TAM em Congonhas.Mesmo que se dê razão ao ilustre investigador que afirmou que o recuo das manetes tem que ser total,ao ponto de uma folga de 2 mm simbolizar que o piloto quer arremeter é de um absurdo paralisante, característica de quem não sabe pra' que serve um "curso de manete". Mas esse acidente foi o 5 ° em circunstâncias idênticas. Várias operadoras,apó s esse acidente,passaram a incluir no treinamento de simulador o corte do motor quando tal fenômeno vier a ocorrer,ou seja,há um reconhecimento tácito de que o projeto é falho e temerário. Mas,voltando a nova geração dos Airbus, é bom lembrar que durante o vôo de demonstração inaugural em Fairbourough, a aeronave entrou voando sobre as árvores porque os computadores de bordo não aceitaram o
comando dos pilotos .Mais cinco acidentes idênticos ocorreram após esse. Dois incidentes de brusca variação de atitude sem comando da cabine ocorreram no ano passado com Airbus A-330 na Austrália e mais um na Nova Zelândia.

Hoje,04/06/09, já estamos vendo as primeiras manifestações "plantadas" pelo interesse do fabricante ,no sentido de sutilmente colocar na opinião pública a idéia de que os pilotos incorreram em erro ao adentrar em turbulência com velocidade inadequada.Nada mais patético!Qualquer piloto sabe qual a velocidade de penetração em turbulência,quanto mais os colegas de vôo internacional de uma empresa como a Air France!Mesmo que você seja pego de surpresa o ajuste é rápido:motor no "esbarro" pra' pouca velocidade;speed- brake e power off pra velocidade alta.Em segundos você se acerta,não é mesmo? A propósito,quando saímos para um vôo levamos conosco o folder contendo todas as informações necessárias,incluind o a surface prog e wind aloft prog,ou seja,ninguém vai voar sem saber o que tem pela frente.Seguramente não pode ter sido diferente com os colegas franceses,portanto a pífia imputação de desconhecimento das condições
meteorológicas da rota também não pode prosperar. O AF 447 emitiu 4 wakes antes da queda,com coincidentes 4 minutos de intervalo:o 1° reportando falha elétrica no sistema principal;o 2° reportando a atuação do sistema stand-by operando com restrição nos comandos de vôo(spoilers,yaw damper etc);o 3°informando a perda do sistema de navegação lateral e vertical e,finalmente, o 4°:o mergulho na vertical com despressurizaçã o(o que é previsível,pois não há sistema que agüente descida no cone "sustentação zero") .Diante disso conclui-se que em tudo se assemelha ao acidente ocorrido com o Swissair em que a aerovane ficou totalmente desgovernada, sem qualquer tipo de orientação E SEM QUALQUER TIPO DE COMANDO NA CABINE,INCLUINDO POTÊNCIA. Estamos diante,MAIS UMA VEZ,de um avião projetado por engenheiros que se dizem perfeitos,que acham que pilotos só servem para atrapalhar.Estou de pleno acordo...desde que eles mesmos voem essa
máquina,levando a bordo outros tantos!

A pergunta que fica:até quando vamos aceitar com passividade voar aviões como esses?Associaçõ es e sindicatos não devem temer o poder econômico,principalm ente quando há vidas humanas envolvidas.

É como penso!


Paná-10.(engºcivil CREA/PE 10.792-D,a quem interessar possa)

O vôo do desequilíbrio (SUPER)

Os mesmos movimentos que fazem um helicóptero sair do chão o desestabilizam, formando uma luta de forças no ar. Desde que virou arma de guerra, é a indústria militar que desenvolve em laboratório o potencial de uma aeronave com agilidade ímpar.

Um helicóptero no ar é uma luta de forças os mesmos movimentos que o fazem sair do chão o desestabilizam, mas tudo resulta em vôo. Desde que virou arma de guerra, é a indústria militar que desenvolve em laboratório o potencial de uma aeronave com agilidade ímpar.

Por Fátima Cardoso e Cláudio Lucchesi

Tão comum quanto ver um pássaro no céu é observar um helicóptero voando. Mais difícil é entender as complicadas forças que fazem o aparelho sair do chão e seguir estável. Parece um jogo de empurra, em que uma peça em movimento ora faz o helicóptero girar para o lado, ora o pende para baixo, ora o desestabiliza em alta velocidade no fim das contas, ele voa. E o faz com uma agilidade ímpar, a ponto de ter se tornado uma arma de guerra única, capaz de invadir as linhas inimigas e chegar aonde tropas ou esquadrilhas de aviões não conseguem ir. Essas virtudes do helicóptero, que nenhum avião pode igualar como a maneabilidade e a capacidade de parar docilmente no ar , são exploradas em laboratório pela indústria de guerra, criando tecnologia depois passada ao uso civil. Ao mesmo tempo em que procura explorar o potencial do aparelho, a pesquisa tenta resolver as contradições de seu vôo, mais complexo conforme a velocidade aumenta.Como as asas de um avião, as pás do rotor de um helicóptero (a hélice que fica na parte de cima) têm perfil aerodinâmico, com um lado curvo, o bordo de ataque ao ar, e outro afilado, o bordo de fuga. O ar passa mais rápido por cima da pá do que por baixo, criando assim uma força de sustentação que mantém a aeronave no ar. Mas, quando se acionam as turbinas de um avião, ele se move para a frente. No helicóptero, chamado de avião de asas rotativas, o resultado é diferente. Quando a força das turbinas aciona o rotor principal, a potência aplicada em seu eixo causa automaticamente uma força de rotação da fuselagem da aeronave no sentido oposto é a força de torque. Para anulá-la, o helicóptero precisa de um rotor auxiliar na cauda, que cria uma força igual à de torque para o lado, mas em sentido contrário. Alterando a força desse rotor antitorque, o piloto pode girar o corpo da aeronave sobre seu eixo com controle.

Em movimento, as pás do rotor principal sofrem dois tipos principais de forças. A primeira é chamada de batimento e faz com que as pontas das pás virem para cima. Existem várias soluções para compensar este movimento, como articulações ou materiais flexíveis. É por este motivo que, com o rotor parado, as pás têm as pontas viradas para baixo. A outra força acontece porque, durante o giro do rotor, as pás avançam acelerando e recuam desacelerando, alterando o ângulo entre elas por efeito da resistência do ar e do próprio movimento da aeronave. Essa é a força de arrasto.

É fácil entender que, no lado onde as pás recuam, a desaceleração diminui a velocidade do fluxo de ar e, como resultado, da força de sustentação. Como o contrário deveria ocorrer no avanço, imagina-se que o helicóptero teria uma sustentação muito maior no lado de avanço que no de recuo, fazendo a aeronave girar descontrolada sobre seu eixo longitudinal. Isso só não ocorre porque a velocidade maior causa um batimento também maior, e esta inclinação da pá para cima também causa perda da força de sustentação. Assim, o lado de avanço perde mais sustentação por batimento que o de recuo. E, no fim, os dois lados geram forças de igual valor para manterem a aeronave no ar.

Para controlar o vôo do helicóptero, o piloto dispõe de dois comandos que atuam de formas diferentes sobre o passo das pás o ângulo de ataque, ou seja, a inclinação de cada pá em relação ao ar. Quando quer decolar, o piloto move o comando que aumenta o passo do coletivo, mudando o ângulo de ataque de todas as pás por igual, ganhando mais sustentação. No momento em que a sustentação for maior que o peso do aparelho, ele sobe. Outro comando é o manche cíclico, que atua na inclinação do conjunto do rotor. Inclinando o rotor para baixo na frente, por exemplo, as pás têm menor passo (e menor sustentação) na parte baixa e maior na parte de trás. A sustentação extra na traseira desequilibra o helicóptero, e faz com que ele se desloque à frente.

Esse vôo complicadíssimo é um prato cheio de desafios técnicos na hora de colocar o helicóptero num campo de batalha. Sua estréia no front aconteceu na Segunda Guerra Mundial, do lado alemão, mas o sucesso veio mesmo na Guerra da Coréia (1950-1953), em que, nas mãos americanas, o helicóptero se consagrou numa missão até então impossível levar tropas, armas e resgatar pilotos abatidos atrás das linhas, em pleno território inimigo. Como os feridos eram transportados rapidamente pelos helicópteros, foi a guerra com menor taxa de mortalidade da história militar até então. Na Guerra do Vietnã (1955-1975), o potencial dos helicópteros foi explorado ao máximo pelos norte-americanos fizeram resgates maciços de soldados e feridos, serviram como guindastes aéreos para transportar canhões pesados de artilharia, funcionaram como caçadores de veículos inimigos e como sentinelas eletrônicas. E instituíram uma nova era na técnica de ataque de soldados às posições inimigas, com a criação de tropas de cavalaria aérea. Sim, cavalaria apesar de voar, o helicóptero normalmente não pertence ao comando aéreo, mas integra as forças terrestres nas batalhas.

Para se tornar uma máquina de combate tão versátil, foi fundamental para os helicópteros o desenvolvimento das turbinas, que Ihes deram motores leves e pequenos com grande potência. Até fins dos anos 40, eram usados motores a pistão, grandes e pesados, que exigiam engrenagens mirabolantes para transmitirem sua potência num ângulo de 90 graus ao eixo do rotor. Em 1955 voou o primeiro helicóptero propulsado por turbina, o francês Alouette II. A grande vitória das turbinas foi o ganho de carga útil.

Resolvida a questão do motor, a pesquisa com helicópteros partiu na busca de maior eficiência e proteção do rotor, mais agilidade, velocidade e capacidade de operar em quaisquer condições e sobreviver a danos em combate. Se só o vôo da aeronave já é complexo, imagine-se acrescentando tudo isso. A começar pelo rotor os primeiros, e ainda mais comuns, são do tipo articulado, onde os movimentos de arrasto e batimento são assimilados por uma série completa de articulações entre as pás rígidas e o cubo, o conjunto que liga as pás ao eixo do rotor. Num tipo articulado, pode haver mais de 380 peças, que devem ser mantidas bem lubrificadas, um ponto sensível na manutenção.

Por outro lado, como essas engrenagens absorvem grande parte dos efeitos das mudanças de passo das pás, o resultado são helicópteros de controle bastante preciso e suave, especialmente eficazes num vôo pairado. Em contrapartida, são menos ágeis em manobras velozes. É o caso do McDonnell Douglas AH-64A Apache, fabricado a partir de 1982, que usa o tradicional rotor articulado para conseguir grande capacidade de se dissimular no terreno em lutas antitanque, o que significa muitas vezes ficar em vôo pairado a poucos metros do solo.

Em outra linha estão os rotores rígidos, propostos pela Lockheed em 1962. Neles, o cubo é projetado minuciosamente para ter a flexibilidade certa que absorva o arrasto e o batimento sem uso de articulações. O resultado é não apenas uma aeronave de manutenção simples, mas principalmente uma máquina de respostas rápidas aos comandos, capaz de manobrar com a agilidade de um caça, mas difícil de ser controlado em vôo pairado.

Hoje, as pesquisas usam as vantagens e resolvem os problemas desses dois tipos básicos de rotor. Foi o que a inglesa Westland fez ao criar o seu helicóptero Lynx, baseando-se num avanço do tipo rígido. Assim, o seu cubo é uma peça única de titânio forjado e usinado, e é a própria flexibilidade desse metal que anula o arrasto e o batimento. No novo Lynx III, os rolamentos lubrificados foram substituídos por mancais de elastômeros sistemas que anulam o atrito entre peças de uma engrenagem, feitos de um material composto de lâminas de aço e borracha que resiste à compressão mas é flexível pelo deslizamento de suas camadas no plano longitudinal. Esses mancais dispensam qualquer manutenção. O trabalho da Westland gerou uma máquina de fácil controle em vôo pairado e agilidade sem precedentes em manobras de combate. Um outro caminho, tentado pela Aérospatiale francesa, usou um avanço do articulado para conseguir a mesma eficácia do Lynx. Em 1974, a Aérospatiale lançou o novo rotor Starflex em seu helicóptero Écureil. Considerado até hoje um projeto de ponta, esse rotor usa um sistema em que as pás são unidas ao cubo por punhos rígidos que suportam a força centrífuga, enquanto o próprio cubo é uma estrela de fibra de vidro cuja flexibilidade absorve o batimento e o arrasto. E, de forma pioneira, a máquina da Aérospatiale substituiu os rolamentos lubrificados pelos mancais de elastômero para os movimentos de mudança de passo. Comparado às 380 peças de um ariculado, o rotor Starflex não tem mais de 70.

Esses helicópteros de alta tecnologia são produzidos pela única fábrica do gênero na América Latina, a Helibrás, cujo sócia majoritária é a Aérospatiale. Situada em Itajubá, no sul de Minas Gerais, a empresa produz traje o Esquilo (o Écureil francês) HB 350B/B1 e sua versão biturbinada, HB 355F2; e o 365M Panther, de uso militar. Todos com rotor Starflex. Além da capacidade de manobras, outro problema sério é a velocidade máxima que um helicóptero pode conseguir. O recorde absoluto atual é de 1986, com um Lynx que atinge 400,87 quilômetros horários. A velocidade nos helicópteros depende totalmente do rotor, onde as pás são asas projetadas normalmente para velocidades subsônicas. Num helicóptero em vôo à frente, a velocidade em relação ao ar da pá que avança é uma soma com a velocidade da aeronave, e uma subtração na pá que recua. Assim, em alta velocidade, a pá que avança sofre problemas de sustentação por estar praticamente em velocidade supersônica, enquanto a própria aeronave nem chegou perto. É que acontece o estol de compressibilidade a perda de sustentação que as asas desenhadas para velocidades subsônicas sofrem se ultrapassarem a barreira do som.

Uma solução apontada por pesquisas inglesas é um rotor de cinco pás num helicóptero equipado com turbinas para propulsão auxiliar a jato, como os motores de um avião. Ele decora com a força do rotor e, em vôo, as turbinas auxiliares lançam a aeronave a mais de 400 km/h. Nesse momento, o rotor é parado de modo que alinhe uma de suas pás à frente com o eixo longitudinal da aeronave, enquanto duas outras pás passam a ser literalmente asas enflechadas para a frente. O helicóptero já não voa pelo rotor, mas pela força criada pelas turbinas nas asas, como um avião e sem limite de velocidade.

A pesquisa desse rotor parado é feita pela NASA e pelo Exército norte-americano, com uma aeronave de estudos Sikorsky S-72 RSRA. Ela tem esbarrado no problema espinhoso de, ao parar o rotor, uma das pás que seria uma asa estar em posição de recuo ou seja, o seu perfil aerodinâmico está ao contrário, com o ar fluindo do bordo de fuga para o de ataque. Uma solução seriam pás de perfil elíptico (sem bordos de fuga ou ataque), com fendas nas bordas pelas quais um sistema de ar comprimido criaria uma camada de ar alterando o perfil real da pá. Esse sistema de rotor parado é uma maravilha na prancheta, mas é delicado demais e precisaria de manutenção impecável, além de sua fragilidade a danos em combate.

Essa fragilidade é um dos fatores críticos das aeronaves que operam no front. Com os problemas de peso e potência, os helicópteros de combate não são fáceis de proteger com blindagens de aço e chumbo. A solução são os materiais compostos, que podem reduzir o peso dos metais por três, diz o comandante João Bosco da Cunha Ferreira, diretor técnico da Helibrás. O uso de materiais compostos nos helicópteros aumentou drasticamente nos últimos anos, principalmente pelas vantagens de peso e resistência conseguidas com a nova tecnologia de fibras. Na última geração do Esquilo, praticamente toda a fuselagem e todas as janelas são feitas de policarbonatos, ficando o alumínio restrito ao cone de cauda e à barca (parte inferior do corpo da aeronave), enquanto o aço só é usado em partes especiais como a divisória que separa a área mecânica do compartimento de tripulantes e passageiros. As pás do rotor do Esquilo são inteiramente de fibra de vidro, enquanto no Panther são um sanduíche de fibras de vidro e carbono. A grande vantagem das pás de fibra é o seu nível de fadiga, que tende a zero, tornando praticamente desnecessária a manutenção.

Com o mesmo objetivo de eliminar pontos sensíveis a falhas e acidentes, o próprio rotor de cauda passa por pesquisas de novas soluções. Básico para o controle de vôo de qualquer helicóptero (exceto os de rotores principais duplos contra-rotativos), esse rotor teve sua primeira grande evolução somente com o sistema Fenestron da Aérospatiale, que o instalou no SA.341 Gazelle em 1968. No Fenestron, um rotor de onze pás fica embutido numa estrutura maciça de cauda, gerando a força antitorque à semelhança de uma turbina. Com isto, consegue um sistema bem menos suscetível a acidentes com o pessoal de terra, além de uma proteção muito maior contra danos de combate.Numa linha radical, porém, as pesquisas com o NOTAR, da McDonnell Douglas, simplesmente eliminaram o rotor de cauda. O NOTAR (No Tail Rotor, sem rotor de cauda) usa uma pequena turbina embutida num cone traseiro, em que uma série de fendas laterais controladas dirige o fluxo de ar de modo que contrabalance a força de torque. O primeiro modelo de série equipado com o sistema, o MD-520N NOTAR, está em estudo para ser o novo helicóptero leve do Exército norte-americano para o ano 2000. Com tantos estudos e pesquisas, o helicóptero é uma máquina muito cara, e são poucos aqueles desenvolvidos para uma única função de combate. Com os custos do projeto, o mais comum é um modelo ter várias versões específicas para cada missão, incluindo versões para uso civil. É o caso de um dos campeões de vendas da atualidade, o alemão BO-105, criado em 1967.Do lado russo, a surpresa mais recente é o Kamov Ka-50, chamado pela OTAN de Hokom e pelos russos de Lobisomem, projetado para ser uma máquina de ataque dos fuzileiros navais. Ele tem dois rotores que giram um em cima do outro e em sentido contrário. Não é preciso rotor de cauda pois não se cria força de torque na fuselagem. Além disso, a fuselagem do Ka-50 é esguia e aerodinâmica, com grandes asas fixas que não servem apenas para o transporte de armas e cargas, como a maioria dos helicópteros: elas possuem superfícies móveis de controle e sustentação, como flaps e ailerons, iguais às de um avião. Isso terá utilidade se o Hokum puder alcançar velocidades superiores aos 400,87 km/h do recorde estabelecido pelo Lynx em 1986.

Para saber mais:

Medo de avião

(SUPER número 12, ano 10)

Super Helis

Super Helis


O damper, para quem não conhece, nada mais é do que o amortecedor colocado no eixo entre-pás principais (feathering shaft) do helimodelo.


Sua principal utilidade é compensar a vibração natural gerada pelo vento nas pás principais.

Quando uma das lâminas está se movendo contra o vento, logicamente a outra está se movendo a favor do vento, ocorrendo um desequilíbrio. Isso porque a lâmina a favor do vento gera menos sustentação que a outra, já que a velocidade relativa do ar é menor.

Sem o damper para amortecer essa diferença o heli ficaria realmente MUITO instável. O gráfico abaixo ajudará a entender a questão:


Damper Rígido ou Mole?

Além de manter estável o vôo do helicóptero, os dampers também podem ser usados para ajustar as características de vôo do helimodelo.

Um damper mais rígido faz com que a fuselagem siga o rotor mais rápido, de modo que a resposta aos comandos do cíclico é mais rápida. Note que a rigidez do damper afeta apenas o início do movimento, mas não sua velocidade final. Ou seja, um damper mais duro diminui o tempo entre o movimento do stick pelo piloto e o respectivo movimento do helimodelo. Além disso, o damper mais duro deixa o heli mais protegido contra o boom strike, aquela tragédia que ocorre quando as pás se flexibilizam demais em uma manobra mais forte e acabam batendo no tudo de cauda.

Por outro lado, há numerosas razões pelas quais um piloto gostaria de um damper mais mole. As principais são porque o heli fica mais dócil, estável e fácil de voar.

Em síntense, um damper mais duro é recomendado para quem quer fazer manobras 3D e um mais mole para quem quiser fazer manobras F3C (de precisão).

Normalmente os dampers que acompanham os helis de fábrica são do tipo o-ring, de borracha, como o da foto abaixo:


Normalmente são de borracha, bastante moles e bastante frágeis.

Os dampers precisam de ser verificados com frequência para verificar desgaste e danos. Quem ficam gastos, ou são danificados, o heli começa a vibrar bastante, então é fácil de saber a hora de trocá-los.

Trueblood Dampers

Tendo tudo isso em vista troquei 2 (dois) dias atrás os o-rings da Align pelos dampers da marca Trueblood, famosos pela sua ridigez e durabilidade, comprados no site da Readyheli nos EUA por U$ 5,99.

Como vocês podem observar na foto acima, o conceito é completamente diferente dos dampers da Align. Ele é bastante largo, devendo ser utilizado apenas 1 par de cada vez, ao contrário dos tradicionais, que exigem 2 pares. Eles são bonitos além de tudo.

A instalação foi bastante simples, nada mais complicado do que trocar o feathering shaft.

Depois de remontar tudo e deixar o trava-rosca azul curar por 2 horas, fui fazer o primeiro vôo.

Wow!

Que diferença, já na decolagem deu para sentir o heli "dar um pulo" para o alto. Ficou BEM mais dificil de estabilizar em hover, especialmente em idle-up, pois PEQUENÍSSIMAS alterações de passo fazem o heli imediatamente subir ou descer.

Além disso, senti necessidade de aumentar o exponencial do aileron e elevator de 10% para 15%, o que deixou a resposta do cíclico do jeito que eu gosto.

Nas mudanças bruscas de passo é que realmente a diferença é gritante. Alternando rapidamente entre -11 e +11 graus de passo o heli respondia "quase" igual aos vídeos do Alan Szabo no youtube... hehehe :-)

A resposta em manobras como rainbow e tic-tac (realizadas mal e mal) impressionaram.

Conclusão

Dampers desempenham um papel realmente chave no helimodelismo. Ajustando a rigidez dos dampers você obtém um grande efeito sobre o modo como o heli se comporta em vôo! Assim, os iniciantes, adeptos de vôos de precisão, ou ainda de vôo escala, devem partir para dampers mais moles, enquanto o piloto 3D deve buscar um damper rígido.

A Importância das Ferramentas Certas

Não é segredo para niguém quem o custo de comprar um helimodelo no Brasil é elevado. Assim, é natural que quem acabou de gastar bastante na compra de um rádio e de um helicoptero torça o nariz na hora de comprar ferramentas, que infelizmente também são caras.

Todavia, isso é um fato: quem comprar um helimodelo tem que levar em consideração o preço das ferramentas específicas necessárias, além daquelas comuns que todo mundo tem (ou deveria ter) em caso, como alicates de bico fino, chaves de fenda e philips, ferro de solda, etc.

Mas quais são as ferramentas fundamentais?

a) Kit de chaves allen de qualidade



Não existe nada mais frustante que um parafuso com a cabeça espanada. 99% das vezes que um parafuso allen é espanado a culpa é da chave de baixa qualidade, seja porque é feita de um metal muito mole, seja porque suas medidas não são exatas. Se não tiver dinheiro para comprar as chaves de todos os tamanhos, compre apenas uma de 1.5mm, que servirá na grande parte das vezes nos helis da classe 450. Depois que comprei um kit de qualidade, nunca mais tive problemas com parafusos.

b) Trava-rosca azul


O trava-rosca para quem não conhece é uma espécie de cola CA (super-bounder), mas com tempo de curagem mais longo, cerca de 2 horas. Existe trava-rosca azul (para vibração), vermelho (para altas temperaturas) e verde (para alto torque). Nos helimodelos é essencial a aplicação de trava-rosca em absolutamente todos os parafusos rosqueados em metal, pois com a vibração natural do heli acaba afrouxando o aperto, causando severos acidentes.

c) Alicate para ball links (pliers)


Esse alicate peculiar possui diversas funções, todas relacionadas ao manejo e instalação dos ball links. Praticamente todos os helis do mercado possuem suas linkagens no estilo ball link, e quem já tentou prendê-los ou soltá-los usando os dedos ou alicates normais descobriu que é bem difícil, sem contar que muitas vezes acaba inclusive estragando o link. Pode não parecer para o iniciante, mas essa é uma das ferramentas mais úteis para um helimodelista.

d) Pitch Gauge


A função do pitch gauge e modo de operação já foram explicados em outro post do Blog, elaborado pelo colega Fábio Jerena. Não é radicalismo, é pura verdade: não consigo imaginar um helimodelista sem um pitch gauge, tamanha a importância do mesmo para a regulagem do modelo. Conseguir um bom funcionamento do heli sem o pitch gauge é praticamente impossível. Se não tiver dinheiro para comprar um, ou pegue emprestado ou não compre ainda seu helimodelo.

e) Lubrificante


O helimodelo possui uma grande quantidade de peças móveis que estão sofrendo constantemente com o atrito. Assim, é muito importante uma boa lubrificação. Conservando com colegas e lendo nos fóruns estrangeiros, encontrei adeptos de todo o tipo de lubrificantes, mas por experiencia própria recomendo os lubrificantes 100% silicone. Os óleos convencionais com o tempo vão interagindo com a poeira e ficam grudentos. Passe o lubrificante de silicone em todos os eixos, pinhão, main gear, correia (aumenta e muito a sua vida útil e diminui a eletricidade estática). Outra dica legal: no eixo da cauda (pitch slider) convém utilizar como lubrificante pó de grafite, dizem que melhora a resposta da cauda.

f) Balanceador de hélices


Existem muitos tipos e marcas de balanceadores de hélices no mercado, e você definitivamente precisará de um deles. Hélices desbalanceadas, ou seja, com pesos diferentes cada uma, geram uma tremenda vibração no heli, afrouxando parafusos, atrapalhando a estabilidade e dificultando o trabalho do giro (wag na cauda). Já há um post extenso no BLOG sobre como efetuar o balanceamento das hélices.

PINHÃO DO MOTOR E HEADSPEED



A escolha do pinhão certo para o seu motor faz TODA a diferença no tempo de vôo e na agressividade do seu helimodelo.

Mas como escolher corretamente o tamanho do pinhão?

Primeiramente devemos ter em mente que, se quisermos aumentar o tempo de vôo, teremos que diminuir a headspeed (rotação das pás). Ao contrário, se quisermos aumentar a resposta e estabilidade do heli para manobras 3D, devemos aumentar a headspeed (o que infelizmente acaba diminuindo o tempo de vôo pelo maior gasto de energia).

Um heli da classe 450, como o trex e o belt-cp, para efetuar corretamente manobras 3D, deve ter a headspeed próxima de 3000 RPM, enquanto que um vôo normal sport é possível de ser realizado com cerca de 2600 RPM.

Para saber qual o tamanhão ideal do pinhão basta seguir a seguinte fórmula:

Hs = [(Kv x U) / Tmg] x Tpm x E

ou

Tpm = Hs / [(Kv x U) / Tmg] x E

onde:

Hs = headspeed
Kv = potência do motor (no trex v2 é 3700kv)
U = voltagem da bateria (em regra 11.1v)
Tmg = número de dentes da main gear (no trex é 150T)
Tpm = número de dentes do pinhão motor
E = eficiência (a eficiência depende de do ajuste da correia, da tensão entre o pinhão e a main gear, da lubrificação do heli, etc. Pode considerar sempre em 0,95)

Assim, se quisermos um headspeed de 3300 RPM no Trex V2 (lembrando que para RPM acima de 3000 deve ser usada pá de carbono), teremos:

Tmp = 3300 / [(3700 x 11.1) / 150 ] x 0.95

Tmp = aproximadamente 13

Assim, o pinhão deve ter 13 dentes.

Bons vôos!