segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

10 dúvidas sobre a cerveja

1. A CERVEJA MATA?
Sim. Sobretudo se a pessoa for atingida por uma caixa de cerveja com
garrafas cheias. Anos atrás, um rapaz, ao passar pela rua, foi
atingido por uma caixa de cerveja que caiu de um caminhão levando-o a
morte instantânea. Além disso, casos de infarto do miocárdio em idosos
teriam sido associados as propagandas de cervejas com modelos
boazudas.

2. O USO CONTINUO DO ALCOOL PODE LEVAR AO USO DE DROGAS MAIS PESADAS?

Não. O álcool é a mais pesada das drogas: uma garrafa de cerveja pesa
cerca de 900 gramas.

3. CERVEJA CAUSA DEPENDÊNCIA PSICOLÓGICA?

Não. 89,7% dos psicólogos e psicanalistas entrevistados preferem uísque.

4. MULHERES GRÁVIDAS PODEM BEBER SEM RISCO?

Sim. Está provado que nas blitz a polícia nunca pede o teste do
bafômetro pras gestantes. E se elas tiverem que fazer o teste de andar
em linha reta, sempre podem atribuir o desequilíbrio ao peso da
barriga.

5. CERVEJA PODE DIMINUIR OS REFLEXOS DOS MOTORISTAS?

Não. Uma experiência foi feita com mais de 500 motoristas: foi dada
uma caixa de cerveja para cada um beber e, em seguida, foram colocados
um por um diante do espelho. Em nenhum dos casos, os reflexos foram
alterados.

6. A BEBIDA ENVELHECE?

Sim. A bebida envelhece muito rápido. Para se ter uma idéia, se você
deixar uma garrafa ou lata de cerveja aberta ela perderá o seu sabor
em aproximadamente quinze minutos.

7. A CERVEJA ATRAPALHA NO RENDIMENTO ESCOLAR?

Não, pelo contrário. Alguns donos de faculdade estão aumentando suas rendas
com a venda de cerveja nas cantinas e bares na esquina.

8. O QUE FAZ COM QUE A BEBIDA CHEGUE AOS ADOLESCENTES?

Inúmeras pesquisas vinham sendo feitas por laboratórios de renome e todas
indicam, em primeiríssimo lugar, o garçom.

9. CERVEJA ENGORDA?

Não. Quem engorda é você.

10. A CERVEJA CAUSA DIMINUIÇÃO DA MEMÓRIA?

Que eu me lembre, não.

Pistola Glock com segurança manual

Pistola Glock com segurança manual!!!
Recentemente tivemos acesso a um novo modelo de pistola de origem austríaca. O fabricante não é outro que a conhecida marca Glock e a arma em questão a G19.
Clássica entre os diferentes modelos que hoje constituem a ‘família’ de pistolas plásticas mais difundidas em todo o mundo e, com um tamanho que facilita o seu transporte tanto por pessoal uniformizado ou por quem confia nela para defesa ou uso geral, a ‘nova’ G19 inclui uma ‘mudança radical’ até agora inédita nas armas desta marca.
O botão que activa a nova segurança manual está localizado logo acima do botão da retenção do carregador.

Ainda que redundante, a sua posição é óptima.

A mesma refere-se à transformação do que foi o conceito original desenhado por Gaston Glock nos primeiros anos da década de oitenta, no século passado. O que foi desenhado então, há já quase trinta anos, foi uma semiautomática extremamente simples e segura, com um mecanismo automático que evitava qualquer manipulação adicional por parte do atirador para a sua activação ou desactivação. Carregada a arma, apenas tem de se pressionar o gatilho ­­- que incorpora na sua parte central, uma alavanca que impede o seu accionamento se não for premida adequadamente – para realizar o disparo, mantendo sempre a máxima certeza de que não se fará fogo se não for de uma forma totalmente voluntária.
O desafio luso
Parece que em Portugal pensaram que esse mecanismo, que o fabricante chama de Safe Action pela sua configuração especial e simplicidade, não cumpria com o que os agentes dos seus corpos policiais necessitavam para cumprir as missões atribuídas. Por isso, decidiram adquirir a pistola “made in Áustria” mas com uma série de modificações, das quais vamos fazer eco nas linhas seguintes.
A que mais chama a atenção é o redesenho geral dos seus sistemas internos para acomodar um mecanismo de segurança adicional que se adiciona aos que, automaticamente, actuam sobre a agulha percutora para evitar que alcance a espoleta do cartucho que possa encontrar-se na câmara.
É assim a configuração das Glock 19 portuguesas.

À vista simples nada chama a atenção, mas mesmo assim tem uma importante modificação em relação aos modelos clássicos.

Depois dos estudos pertinentes, que não devem ter sido poucos, para manter a “reputação” internacional da Glock, desenharam uma modificação da configuração original, de forma que o atirador tem a possibilidade, se assim o desejar, de activar um bloqueio manual que complementa os já clássicos.
Colocou-se na armação, próximo do que retém o carregador na sua posição correcta, um dispositivo mecânico que actua sobre a biela que activa o pistão de bloqueio da agulha percutora. Depois do saque, ou acompanhando esse movimento, há que actuar sobre um botão situado no lado esquerdo com o dedo polegar, movimento que, em alguns casos e em função do tamanho da mão do utilizador, obrigará a parar um pouco o empunhamento. Então, a arma passa a funcionar como as anteriores versões, pois mantém-se a “segurança” no próprio gatilho, o que tem uma posição especialmente útil para facilitar o trânsito mais rápido e eficiente desde uma situação de segurança total àquela em que se realizam um ou vários disparos. No lado direito aparece então outro botão, com elementos de cor vermelha que dão aviso visual de que a arma está em disposição de poder efectuar fogo; são marcas localizadas na parte superior e anterior, para que os utilizadores as vejam com facilidade.
O catálogo normal do fabricante se acompanha de uma folha adicional em português,

para que o utilizador conheça melhor a arma que lhe é entregue.

Falámos com polícias em Portugal. No geral, aqueles com certa experiência com as armas ou os que trabalham em unidades de intervenção, comentaram-nos que essa transformação não era mais do que o resultado de uma “obsessão” dos responsáveis políticos que dirigem o Ministério do Interior português, pois a concepção original desse modelo o converte numa referência mundial em segurança e funcionalidade. Houve inclusive alguém que apontou a possibilidade de eliminar esse “acessório”, em que além de pouco funcional não encontrava qualquer acréscimo positivo no fim pretendido.
"Força de Segurança" num vistoso tom branco,
está pintado no lado da corrediça.
Identifica as novas armas destinadas a Portugal.

Sem querer entrar em polémica, a verdade é que adicionar uma segurança manual a um sistema de seguro automático não é mais do que uma redundância que tem pouco a ver com as qualidades pretendidas para quem está sendo dotado com este modelo. Faz com que o funcionamento geral seja mais lento, pois requer-se mais algum tempo entre o saque e o disparo, além de adicionar um “problema” mais no caso de quem a use não se recorde de desactivá-lo no caso de uma situação com alto índice de stress. Se é verdade que para a maioria agentes lusos, que como em outras nações europeias, tem falta de um programa de formação intensivo e eficaz no manejo das armas curtas, vá supor-se mais uma vantagem do que uma desvantagem, pois é difícil que tenha de sacá-la no decorrer de uma operação ao longo da sua vida; para os seus “gestores”, supor-se-á uma “segurança” acrescida que evite um disparo involuntário, ainda que como contraposição também pode incidir em situações em que os agentes sejam atingidos por projécteis daqueles com quem se enfrentam.
As armas curtas que se estão distribuindo em Portugal incluem as siglas "LSU" nas suas marcações.

A G19 adquirida para os polícias portugueses incorpora também outra modificação que pode considerar-se também mais do que um problema pontual. Foi prevista com um mecanismo de libertação do carregador ambidestro. Não é o clássico que pode colocar-se num lado e no outro para poder ser usado por destros ou canhotos. É um que liberta a retenção do carregador indistintamente se se pressiona o botão situado no lado esquerdo ou no direito, o que pode incidir em mais de uma situação em que, involuntariamente, se produza a extracção do carregador que acolhe os quinze cartuchos alojados no carregador standard deste modelo.
Em algumas unidades é especialmente útil o ponto de ligação situado na base do punho,

para que a arma fique sempre "sujeita" por um fiador.

Outro “ponto forte” que não é nada operacional é o que se refere à inclusão de um visível letreiro de cor branca, com o rótulo “Força de Segurança”, em ambos os lados da corrediça, mais adiantado no direito e centrado no esquerdo. É verdade que ajuda a identificar, ao quem posso lê-lo quando se encontra imerso numa situação “explosiva”, como Policia a quem emprega a arma, o objectivo que pode ter motivado a inclusão dessas frases pintadas sobre o acabado Tenifer clássico nas Glock. Também o é o facto que pode produzir algum reflexo nada discreto, sobretudo em situações em que o nível de luz seja baixo; outro detalhe refere-se ao facto de que pode chegar a afectar a arma gerando oxidações ou que acabe degradando-se com o uso continuado.
O botão da nova segurança integra-se bem neste modelo.
É um "pequeno" detalhe que pode passar despercebido aos neófitos.

Muitas dúvidas
Como o leitor terá podido observar, a chegada deste novo modelo parece trazer mais sombras do que luzes num conceito que já foi aprovado e validado, nos cenários mais difíceis. De momento, a realidade da entrada em serviço levou ao aparecimento de certos comentários negativos em relação com o que já explicamos acerca da segurança, botão de retenção e letreiro na corrediça.
O novo activador da segurança manual inclui, no seu lado direito,
marcas de cor vermelha que avisam de que a arma está em posição de fogo.


Pelo contrário, a sua chegada às polícias portuguesas será – e isto sim está mais do que claro – um avanço contundente no que é a sua potência de fogo, segurança de uso, portabilidade e, o que é mais importante, fiabilidade. Os primeiros exemplares entregues – muito poucos – foram-no faz agora um ano, numa cerimónia oficial que contou com a presença do Ministro Rui Pereira, responsável do Interior. Teve lugar nas instalações de Queluz e os destinatários foram tanto uniformizados da Polícia de Segurança Pública (PSP) como da Guarda Nacional Republicana (GNR), um corpo de carácter policial que, como a Guarda Civil espanhola, realiza tarefas de Segurança interior.
Desde então, as novas G19 vão chegando a conta-gotas aos utilizadores, ainda que nos últimos meses – no início de Setembro de 2008 teve lugar a recepção de um lote de 8.750 novas armas deste tipo –, se tenham intensificado as entregas a unidades tão representativas como o Regimento de Infantaria n.º 1, onde podemos aproximar-nos deste novo modelo usado por unidades de intervenção, anti-distúrbios, desactivadores, mergulhadores ou de salvamento multipropósito. Prevê-se que até 2012 estejam em serviço entre 42.000 e 50.000 pistolas. Outras do mesmo fabricante, já eram usadas por unidades especiais ou por outros corpos de Segurança, como a Polícia Marítima desde princípios de 2007.
As entregas, que contemplam exemplares fabricados nas instalações que a Glock tem na Áustria, vão permitir retirar catorze modelos que estavam em serviço na PSP e doze na GNR. Muito antigos e com “raridades” clássicas como as PP (Polizei Pistole) da Walther, incluíam armas de calibres como o 7,65 ou o 9 Curto, mudança que também vai permitir a homogeneização nos cartuchos usados e nos métodos formativos.
A compra, na qual se vão investir uns dezoito milhões de euros, é o fruto de um processo que se iniciou há um par de anos, quando se constatou da forma como o estado das armas curtas que se usavam era em mais de um caso lamentável. Estabeleceu-se um conjunto de especificações e abriu-se um concurso internacional. Na comissão formada para o efeito, incluíram-se técnicos e contou-se com o assessoramento dos responsáveis do Grupo de Operações Especiais (GOE, PSP) e Companhia de Operações Especiais (COE, GNR). Ao concurso apresentaram-se fabricantes alemães, israelitas, suíços e italianos.
Sabemos que em Março do ano passado tiveram lugar umas avaliações que contaram com a presença da ganhadora e das P30 e USP “Compact” da H&K, “Jericho” RSL da Israel Weapons Industries (IWI), Px4 “Storm” da Beretta e Pro 2022 da SIG-Sauer. Nas primeiras provas participaram especialistas da PSP e GNR procedentes de divisões de patrulha, trânsito ou investigação criminal; as avaliações complementares relacionadas com o uso, o preço ou a manipulação, estas últimas dirigidas por elementos do GOE e da COE.
Estas Glock incluem, também como novidade, um retém do carregador ambidestro.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Helicópteros proibidos a noite

A Câmara aprovou ontem um projeto de lei que permite pousos e decolagens de helicópteros somente das 7h às 20h em São Paulo -a cidade registra, atualmente, mais de 200 dessas operações por dia. Ele ainda proíbe helipontos a menos de 500 m de escolas, unidades de saúde, torres e antenas.
O projeto do vereador Chico Macena (PT) ainda será analisado pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM), que deve sacioná-lo -pode vetar alguns pontos.
Existem 325 helicópteros registrados em São Paulo, que tem 215 helipontos autorizados pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil)-, mas somente 85 têm licença da prefeitura.
A restrição de horário não abrange os voos, mas os pousos e as decolagens em helipontos e heliportos da cidade. Aeronaves que apenas sobrevoem São Paulo, com partida e chegada em outros municípios, continuam seguindo apenas as regras de tráfego aéreo.
Não há limite de horário para helipontos em hospitais e órgãos de segurança pública -como bombeiros. Mas áreas estritamente residenciais não poderão ter esse equipamento.
Também será vetado o “voo pairado” (em que o helicóptero fica parado num ponto, muito usado em coberturas jornalísticas) por mais de 30 minutos.
A Aeronáutica informou que só se pronunciará sobre a lei após ser notificada oficialmente. Segundo a Anac, o município tem, sim, poder para definir normas para os helipontos.
“O município pode legislar sobre regras urbanísticas para o funcionamento de equipamentos de uso privativo, como é o caso”, explica o professor da PUC-SP Jacintho Arruda Câmara, advogado especializado em direito administrativo.
Ele diz que a limitação ao voo pairado também é possível por se tratar de questão de incômodo, e não de tráfego aéreo, que é controlado pela Aeronáutica.
Hoel de Carvalho, diretor de segurança de voo da Associação Brasileira de Pilotos de Helicóptero, afirma que a entidade apoia a restrição a pousos e decolagens à noite. Diz, porém, que a delimitação dos locais para helipontos, heliportos e aeródromos tende a sobrecarregar as áreas sem restrição.
Todos os helipontos existentes, inclusive os que já têm a autorização do município, terão de se adequar às novas regras, segundo o projeto. Aquele que não o fizer terá 90 dias para pedir à prefeitura um estudo de viabilidade. Caso o pedido seja negado, o heliponto terá de ser desativado em outros 90 dias.
Para obter a permissão, será necessário um estudo de impacto de vizinhança, que deve incluir medição de ruídos e o número de helipontos num raio de 500 m. A prefeitura também só aprovará aquele que tiver parecer favorável da Anac.
A fiscalização caberá às subprefeituras. As multas podem ir de R$ 1.800 a R$ 27 mil, dependendo da irregularidade.
Em 2007, a prefeitura chegou a elaborar um projeto de lei com normas para helipontos, mas não o apresentou à Câmara. Ele previa distância mínima de 400 m entre helipontos, regra que não consta do texto aprovado ontem.
O vereador Macena acredita que, mesmo não havendo essa norma, muitos helipontos existentes hoje devem ser fechados por estarem próximos a escolas ou hospitais ou até por excesso de helipontos.
“Até agora, a prefeitura analisava só o projeto do prédio. Agora, terá de analisar a somatória de helipontos de uma região. Se forem muitos, não poderá haver nenhum novo naquela região e alguns terão de ser fechados”, afirmou.
Reportagem da Folha de 13 de setembro mostrou que as imediações da rua Funchal, na Vila Olímpia (zona oeste), têm mais helipontos (25) que pontos de ônibus (24). “Isso causa impacto na vizinhança, barulho, incomodidade. Muitos terão de ser fechados.”

Tags: Camâra Municipal SP, Chico Macena, helicópteros, Helipontos, Kassab, Prefeitura SP