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Marcelo de Azevedo Soares
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
domingo, 2 de janeiro de 2011
Orgulho de ser nordestino!
Se existe algo que me faz acreditar que não evoluímos em absolutamente nada, desde os assassinos de Sócrates até a eleição de Dilma Roussef, é a velha questão do preconceito. Devido aos eventos ocorridos por conta da vitória do PT ao "cargo vago" de presidente da república, aconteceu que o preconceito entre regiões brasileiras, prática que estava meio fora de moda atualmente, voltou com força total, graças a uma desocupada que agora não tem personalidade nem maturidade suficiente para assumir o que escreveu.
Como todos já devem saber, a estudante de direito Mayara Petrusco fez um ataque preconceituoso dos mais indigestos (usando como desculpa a derrota do seu candidato José Serra), ao pregar o assassinato dos Nordestinos como um favor ao estado de São Paulo.
Até onde fiquei sabendo, a pessoa mencionada acima será processada pela OAB-PE e pediu desculpas em seu perfil do Orkut. Não pretendo rotular ninguém, porém, recomendo que, caso pretenda esvaziar sua cabeça e mostrar ao mundo o que pensa, seja forte o suficiente para suportar as consequências. Caso não seja, favor manter as aparências, todos ainda irão achar que você é uma criatura pensante.
Sem mais sobre o que tratar sobre um assunto que eu julgo idiota, segue carta aberta em resposta ao ocorrido.
Como todos já devem saber, a estudante de direito Mayara Petrusco fez um ataque preconceituoso dos mais indigestos (usando como desculpa a derrota do seu candidato José Serra), ao pregar o assassinato dos Nordestinos como um favor ao estado de São Paulo.
Até onde fiquei sabendo, a pessoa mencionada acima será processada pela OAB-PE e pediu desculpas em seu perfil do Orkut. Não pretendo rotular ninguém, porém, recomendo que, caso pretenda esvaziar sua cabeça e mostrar ao mundo o que pensa, seja forte o suficiente para suportar as consequências. Caso não seja, favor manter as aparências, todos ainda irão achar que você é uma criatura pensante.
Sem mais sobre o que tratar sobre um assunto que eu julgo idiota, segue carta aberta em resposta ao ocorrido.
CALEM A BOCA NORDESTINOS!!!
A eleição de Dilma Rousseff trouxe à tona, entre muitas outras coisas, o que há de pior no Brasil em relação aos preconceitos. Sejam eles religiosos, partidários, regionais, foram lançados à luz de maneira violenta, sádica e contraditória.Já escrevi sobre os preconceitos religiosos em outros textos e a cada dia me envergonho mais do povo que se diz evangélico (do qual faço parte) e dos pilantras profissionais de púlpito, como Silas Malafaia, Renê Terra Nova e outros, que se venderam de forma absurda aos seus candidatos. E que fique bem claro: não os cito por terem apoiado o Serra… outros pastores se venderam vergonhosamente para apoiarem a candidata petista. A luta pelo poder ainda é a maior no meio do baixo-evangelicismo brasileiro.
Mas o que me motivou a escrever este texto foi a celeuma causada na internet, que extrapolou a rede mundial de computadores, pelas declarações da paulista, estudante de Direito, Mayara Petruso, alavancada por uma declaração no twitter: "Nordestino não é gente. Faça um favor a SP, mate um nordestino afogado!".
Infelizmente, Mayara não foi a única. Vários outros "brasileiros" também passaram a agredir os nordestinos, revoltados com o resultado final das eleições, que elegeu a primeira mulher presidentE ou presidentA (sim, fui corrigido por muitos e convencido pelos "amigos" Houaiss e Aurélio) do nosso país.
E fiquei a pensar nas verdades ditas por estes jovens, tão emocionados em suas declarações contra os nordestinos. Eles têm razão!
Os nordestinos devem ficar quietos! Cale a boca, povo do Nordeste!
Que coisas boas vocês têm pra oferecer ao resto do país?
Ou vocês pensam que são os bons só porque deram à literatura brasileira nomes como o do alagoano Graciliano Ramos, dos paraibanos José Lins do Rego e Ariano Suassuna, dos pernambucanos João Cabral de Melo Neto e Manuel Bandeira, ou então dos cearenses José de Alencar e a maravilhosa Rachel de Queiroz?
Só porque o Maranhão nos deu Gonçalves Dias, Aluisio Azevedo, Arthur Azevedo, Ferreira Gullar, José Louzeiro e Josué Montello, e o Ceará nos presenteou com José de Alencar e Patativa do Assaré e a Bahia em seus encantos nos deu como herança Jorge Amado, vocês pensam que podem tudo?
Isso sem falar no humor brasileiro, de quem sugamos de vocês os talentos do genial Chico Anysio, do eterno trapalhão Renato Aragão, de Tom Cavalcante e até mesmo do palhaço Tiririca, que foi eleito o deputado federal mais votado pelos… pasmem… PAULISTAS!!!
E já que está na moda o cinema brasileiro, ainda poderia falar de atores como os cearenses José Wilker, Luiza Tomé, Milton Moraes e Emiliano Queiróz, o inesquecível Dirceu Borboleta, ou ainda do paraibano José Dumont ou de Marco Nanini, pernambucano.
Ah! E ainda os baianos Lázaro Ramos e Wagner Moura, que será eternizado pelo "carioca" Capitão Nascimento, de Tropa de Elite, 1 e 2.
Música? Não, vocês nordestinos não poderiam ter coisa boa a nos oferecer, povo analfabeto e sem cultura…
Ou pensam que teremos que aceitar vocês por causa da aterradora simplicidade e majestade de Luiz Gonzaga, o rei do baião? Ou das lindas canções de Nando Cordel e dos seus conterrâneos pernambucanos Alceu Valença, Dominguinhos, Geraldo Azevedo e Lenine? Isso sem falar nos paraibanos Zé e Elba Ramalho e do cearense Fagner…
E Não poderia deixar de lembrar também da genial família Caymmi e suas melodias doces e baianas a embalar dias e noites repletas de poesia…
Ah! Nordestinos…
Além de tudo isso, vocês ainda resistiram à escravatura? E foi daí que nasceu o mais famoso quilombo, símbolo da resistência dos negros á força opressora do branco que sabe o que é melhor para o nosso país? Por que vocês foram nos dar Zumbi dos Palmares? Só para marcar mais um ponto na sofrida e linda história do seu povo?
Um conselho, pobres nordestinos. Vocês deveriam aprender conosco, povo civilizado do sul e sudeste do Brasil. Nós, sim, temos coisas boas a lhes ensinar.
Por que não aprendem conosco os batidões do funk carioca? Deveriam aprender e ver as suas meninas dançarem até o chão, sendo carinhosamente chamadas de "cachorras". Além disso, deveriam aprender também muito da poesia estética e musical de Tati Quebra-Barraco, Latino e Kelly Key. Sim, porque melhor que a asa branca bater asas e voar, é ter festa no apê e rolar bundalelê!
Por que não aprendem do pagode gostoso de Netinho de Paula? E ainda poderiam levar suas meninas para "um dia de princesa" (se não apanharem no caminho)! Ou então o rock melódico e poético de Supla! Vocês adorariam!!!
Mas se não quiserem, podemos pedir ao pessoal aqui do lado, do Mato Grosso do Sul, que lhes exporte o sertanejo universitário… coisa da melhor qualidade!
Ah! E sem falar numa coisa que vocês tem que aprender conosco, povo civilizado, branco e intelectualizado: explorar bem o trabalho infantil! Vocês não sabem, mas na verdade não está em jogo se é ou não trabalho infantil (isso pouco vale pra justiça), o que importa mesmo é o QUANTO esse trabalho infantil vai render. Ou vocês não perceberam ainda que suas crianças não podem trabalhar nas plantações, nas roças, etc. porque isso as afasta da escola e é um trabalho horroroso e sujo, mas na verdade, é porque ganha pouco. Bom mesmo é a menina deixar de estudar pra ser modelo e sustentar os pais, ou ser atriz mirim ou cantora e ter a sua vida totalmente modificada, mesmo que não tenha estrutura psicológica pra isso… mas o que importa mesmo é que vão encher o bolso e nunca precisarão de Bolsa-família, daí, é fácil criticar quem precisa!
Minha mensagem então é essa: – Calem a boca, nordestinos!
Calem a boca, porque vocês não precisam se rebaixar e tentar responder a tantos absurdos de gente que não entende o que é, mesmo sendo abandonado por tantos anos pelo próprio país, vocês tirarem tanta beleza e poesia das mãos calejadas e das peles ressecadas de sol a sol.
Calem a boca, e deixem quem não tem nada pra dizer jogar suas palavras ao vento. Não deixem que isso os tire de sua posição majestosa na construção desse povo maravilhoso, de tantas cores, sotaques, religiões e gentes.
Calem a boca, porque a história desse país responderá por si mesma a importância e a contribuição que vocês nos legaram, seja na literatura, na música, nas artes cênicas ou em quaisquer situações em que a força do seu povo falou mais alto e fez valer a máxima do escritor: "O sertanejo é, antes de tudo, um forte!"
Que o Deus de todos os povos, raças, tribos e nações, os abençoem, queridos irmãos nordestinos!
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Coisas que todos precisam saber a respeito de um cara da informática
Dia 19 de outubro, comemorou-se o Dia do Profissional da Informática. Em homenagem a nós, segue o texto: ‘Coisas que todos precisam saber a respeito de um cara da informática’.
1 - O CARA DA INFORMÁTICA dorme. Pode parecer mentira, mas este precisa dormir como qualquer outra pessoa. Esqueça que ele tem celular e telefone em casa, ligue só para o escritório;
2 - O CARA DA INFORMÁTICA come. Parece inacreditável, mas é verdade. Ele também precisa se alimentar e tem hora para isso;
3 - O CARA DA INFORMÁTICA pode ter família. Essa é a mais incrível de todas: mesmo sendo profissional desta área, a pessoa precisa descansar nos finais de semana para poder dar atenção à família, aos amigos e a si próprio, sem pensar ou falar em informática, impostos, formulários, concertos e demonstrações, manutenção, vírus e etc;
4 - O CARA DA INFORMÁTICA, como qualquer cidadão, precisa de dinheiro. Por essa você não esperava, né? É surpreendente, mas ele também paga impostos, compra comida, precisa de combustível, roupas e sapatos,
e ainda consome Lexotan para conseguir relaxar. Não peça aquilo pelo que não pode pagar ao CARA DA INFORMÁTICA;
e ainda consome Lexotan para conseguir relaxar. Não peça aquilo pelo que não pode pagar ao CARA DA INFORMÁTICA;
5 - Ler, estudar também é trabalho. E trabalho sério. Pode parar de rir. Não é piada. Quando um CARA DA INFORMÁTICA está concentrado num livro ou publicação especializada ele está se aprimorando como profissional, logo trabalhando;
6 - De uma vez por todas, vale reforçar: O CARA DA INFORMÁTICA não é vidente, não joga tarô e nem tem bola de cristal, pois se você achou isto demita-o e contrate um paranormal ou Detetive. Ele precisa planejar, se organizar e assim ter condições de fazer um bom trabalho, seja de que tamanho for. Prazos são essenciais e não um luxo. Se você quer um milagre, ore bastante, faça jejum e deixe o pobre do CARA DA INFORMÁTICA em paz;
7 - Em reuniões de amigos ou festas de família, o CARA DA INFORMÁTICA deixa de ser profissional e reassume seu posto de amigo ou parente, exatamente como era antes dele ingressar nesta profissão. Não peça conselhos, dicas, ele tem direito de se divertir;
8 - Não existe apenas um ‘levantamentozinho’ , uma ‘pesquisazinha’ , nem um ‘resuminho’, um ‘programinha pra controlar minha loja’, um ‘probleminha que a máquina não liga’, um ‘sisteminha’, uma ‘passadinha rápida’ (aliás conta-se de onde saímos e até chegarmos), pois OS CARAS DA INFORMÁTICA não resolvem este tipo de problema. Levantamentos, pesquisas e resumos são frutos de análises cuidadosas e requerem atenção, dedicação. Esses tópicos podem parecer inconcebíveis a uma boa parte da população, mas servem para tornar a vida do CARA DA INFORMATICA mais suportável;
9 - Quanto ao uso do celular: este é ferramenta de trabalho.
Por favor, ligue, apenas, quando necessário. Fora do horário de expediente,
mesmo que você ainda duvide, o CARA DA INFORMÁTICA pode estar fazendo algumas coisas que você nem pensou que ele fazia, como dormir ou namorar, por exemplo;
Por favor, ligue, apenas, quando necessário. Fora do horário de expediente,
mesmo que você ainda duvide, o CARA DA INFORMÁTICA pode estar fazendo algumas coisas que você nem pensou que ele fazia, como dormir ou namorar, por exemplo;
10 - Pedir a mesma coisa várias vezes não faz o CARA DA INFORMÁTICA trabalhar mais rápido. Solicite, depois aguarde o prazo dado por ele;
11 - Quando o horário de trabalho do período da manhã vai até 12h, não significa que você pode ligar às 11h58min. Se você pretendia cometer essa gafe, vá e ligue após o horário do almoço (relembre o item 2). O mesmo vale para a parte da tarde, ligue no dia seguinte;
12 - Quando o CARA DA INFORMÁTICA estiver apresentando um projeto, por favor, não fique bombardeando com milhares de perguntas durante o atendimento. Isso tira a concentração, além de torrar a paciência. ATENÇÃO: Evite perguntas que não tenham relação com o projeto;
13 - O CARA DA INFORMÁTICA não inventa problemas, não muda versão de Windows, não tem relação com vírus, não é culpado pelo mal uso de equipamentos, internet e afins. Não reclame! Com certeza fez o possível para você pagar menos. Se quer emendar, emende, mas antes demita o CARA DA INFORMÁTICA e contrate um quebra galho;
14 - OS CARAS DA INFORMÁTICA não são os criadores dos ditados ‘o barato sai caro’ e ‘quem paga mal paga em dobro’. Mas eles concordam;
15 - E, finalmente, o CARA DA INFORMÁTICA também é filho de Deus e não filho disso que você pensou;
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Cinco questões/problemas que perseguem os profissionais de TI
Os profissionais de TI enxergam ameaças vindas de todas as direções. E o cenário é resultado de uma série de situações convergentes: a entrada dos dispositivos móveis no ambiente corporativo, a corrida em direção ao cloud computing (computação em nuvem), a questão dos dados estarem cada vez mais distribuídos, e uma pressão constante por redução de custos.
Assim, até os mais experientes profissionais do setor de tecnologia da informação vivem em um estado de alerta permanente. “E o que mais tira o sono do CIO é aquilo que ele desconhece”, relata o diretor de segurança estratégica da consultoria de TI Solutionary, Jon Heirmel.
Acompanhe os cinco motivos que tiram o sono dos profissionais de TI:
Paranoia número 1: O data center cair
O centro de processamento de dados é o coração pulsante da empresa. Se ele ficar indisponível, pode levar toda a empresa junto. Para muitos profissionais de TI, manter o data center rodando em tempo integral é motivo para que o gestor de TI fique acordado 24 horas por dia, sete dias por semana.
O que pode dar errado? O elenco é vasto. Vai desde desastres naturais até queda no fornecimento de energia, falta de conectividade, servidores entrando em estado de choque por sobrecarga ou sistemas mal
configurados, espionagem eletrônica, sabotagem interna, furtos, roubos e outras ameaças que pairam sobre as empresas.
O atual presidente do conselho da Next Generation Data, operadora de data centers que atende a bancos, operadoras e agências governamentais do Reino Unido, Simon Taylor, conhece esses problemas pessoalmente. Ataques terroristas, ocorridos na década de 90, em locais próximos a dois data centers sob sua administração foram completamente devastadores.
Assim, depois da experiência desastrosa, a Next Generation Data construiu suas instalações em uma pequena cidade da Inglaterra, em uma verdadeira fortaleza indestrutível – localizada estrategicamente fora dos limites da cidade, longe de qualquer rodovia ou rota de aeronaves. O perímetro é todo cercado por arame farpado, por vidros à prova de bombas e de balas e por sensores infravermelho.
Os 75 mil metros quadrados do data center também são cercados por barreiras de concreto resistentes a colisões e o acesso dos funcionários só é permitido depois de um exame biométrico da retina. A segurança do local fica a cargo de ex-combatentes das forças especiais britânicas.
Para evitar incidentes com falta de eletricidade, a instalação está ligada a uma subestação distribuidora de energia e tem acesso a 180 mil kVA, “o suficiente para abastecer uma pequena cidade”, ressalta Taylor. Outro benefício: o local está instalado em uma região de clima predominantemente temperado, o que reduz custos com resfriamento, e não está sujeito à incidência de furacões, terremotos, incêndios de grandes proporções ou outros desastres naturais.
Paranoia número 2: Gadgets infectando a rede
Lembra daquele perímetro super seguro que a TI estabeleceu para defender a rede de potenciais invasores? Então, essas medidas já viraram coisa do passado. Isso graças a novos equipamentos que invadem as corporações, como o iPhone, da Apple.
“Os dispositivos móveis vêm entrando em nossas vidas em ritmo super acelerado” afirma o presidente do conselho e fundador do grupo InfoWarCon - que reúne especialistas em segurança -, Winn Schwartau. “E o profissional TI fica intimidado com o possível número de dispositivos móveis que, possivelmente, estão conectados à rede e sobre os quais não sabem nada. Mais do que isso, provavelmente, esses equipamentos fogem das políticas de segurança internas”, acrescenta.
O problema que nesse caso tira o sono dos CIOs e da sua equipe é que aparelhos contendo dados sensíveis podem ser roubados ou perdidos, além de serem passíveis de infecção por malwares. Com isso, da mesma
maneira que ocorre com laptops e netbooks, toda a rede pode ser exposta.
E as opções para minimizar o problema não são muitas. “Banir os dispositivos móveis do local de trabalho? Boa sorte!”, brinca Scott Archibald, umd dos diretores da consultoria Bender Consulting. “Queira ou não, esses equipamentos são uma realidade e fazem parte da nossa vidas pessoal e profissional”, ressalta. Ainda de acordo com ele, a melhor forma de lidar com essa situação é permitir o uso para criar regras sobre o uso desses aparelhoes nas organizações.
Distribuir smartphones para todos os funcionários é uma solução? De acordo com Schwartau, além de não impedir que eles usem os próprios aparelhos sempre que puderem, isso é uma alternativa para lá de custosa. O que pode ser feito é implementar sistemas de gestão do tipo BlackBerry BES que contam com criptografia, túneis de acesso seguro pela internet, filtro de conteúdo, firewalls e opções de formatação de memória remota.
“Nenhum dado deve ser armazenado em dispositivos móveis sem estar seguro”, sugere o CTO da empresa Antenna Software, fornecedora de soluções corporativas móveis, Dan Zeck. “O recurso de login com autenticação redundante é altamente recomendado. Preferencialmente um com time-out programado. Assim, os medos de eventuais furtos ou roubos podem ser mitigados”, acrescenta.
Mas, ainda assim, o risco de vazamento de informações permanece.
Funcionários podem, de forma inadvertida, compartilhar dados críticos, usando, por exemplo, redes públicas. “O que me tira o sono são as coisas que acontecem todos os dias sem que percebamos”, analisa o diretor de operações globais da Team Cymru, entidade sem fins lucrativos, voltada à pesquisa da segurança de redes, Rob Thomas.
Paranoia número 3: A chegada da cloud
As nuvens pairam sobre o horizonte e muitos não estão preparados para elas. E se, por um lado, a cloud computing (computação em nuvem) pode reduzir dramaticamente os investimentos em TI e terceirizar funções menos estratégicas, por outro lado, esse modelo oferece riscos únicos. Para o diretor de serviços da tecnológicos de alto risco da auditoria Proviti, Scott Gracyalny, mesmo que o provedor seja altamente seguro, há várias instâncias nas quais podem ocorrer falhas. Um exemplo disso são a alocação de dados e a segregação de informações. Além disso, questões como o suporte, a recuperação e a investigação são áreas
bastante sensíveis.
“Às companhias cabe realizar um profundo exame da real demanda por essas soluções e contratar uma avaliação de riscos de uma empresa terceirizada”, recomenda Gracyalny. “Existe um contingente enorme de
pontos de contato, em que a interface com todo esse novo universo com que você acaba de se conectar, pode dar errado”.
O vice-presidente de operações da Shavlik Technologies, Rob Juncker, afirma que “operar na nuvem representa uma mudança em todos os aspectos, desde a gestão do software até a autenticação de usuários.”
E tudo se resume a um ponto de vulnerabilidade: o browser.
“Capaz de executar praticamente qualquer código que por ventura baixe, os nossos browsers se tornaram plataforma para entrega de aplicativos aos quais os administradores de rede têm de prestar atenção em dobro”, afirma Juncker, que completa: “Será que a publicação incessante de atualizações e correções de segurança de aplicativos como o Internet Explorer, o Firefox e outras interfaces com a internet podem deixar
você tranquilo?”
Na perspectiva de Scott Gracyalny, aos profissionais de TI resta pouco a fazer, igual acontece no caso dos dispositivos móveis. “Uma implementação de plataforma na nuvem bem executada pode transformar
alguém em herói”, ressalta ele. “Em contrapartida, qualquer migração realizada de maneira menos planejada e executada sem eficiência total, pode acarretar um prejuízo de centenas de milhões de dólares”, completa.
Paranoia número 4: Vazamento de dados
Todo mundo no departamento de TI sabe da necessidade de vigiar os dados contidos nos discos rígidos da empresa. A paranoia maior é referente aos outros lugares de onde podem vazar as informações.
De acordo com um estudo realizado pelo instituto Ponemon, 70% dos vazamentos de informações ocorrem a partir de máquinas não conectadas à rede. Isso não se resume aos PCs, mas inclui flash drives (pendrives), dispositivos móveis, fitas de backup, inclusive as memórias contidas em impressoras e copiadoras antigas.
Um exemplo disso ocorreu em abril, quando a rede de notícias norte- americana CBS reportou a existência de um armazém em Nova Jersey (Estados Unidos), onde mais de 6 mil copiadoras usadas estavam guardadas. Várias delas eram munidas de discos rígidos e neles havia registros médicos, números de seguro social, extratos de pagamento e outras informações de cunho confidencial.
Segundo o CEO da empresa Remtech, especializada na recuperação e na destruição dos equipamentos de TI, Bob Houghton, o perigo se esconde onde as pessoas menos desconfiam.
Até mesmo os departamentos de TI, crentes de terem feito um bom trabalho de remoção de informações dos equipamentos pecam por não verificar se restou algum dado importante ou não nas máquinas. Uma em cada quatro máquinas que chegam à Remtech, ainda contém algum tipo de dado importante residual.
“Acontece que a maioria das pessoas não atenta para esse fato”, diz Houghton. “Elas simplesmente seguem uma rotina sem verificar os resultados. Elas irão dizer que fizeram tudo de acordo com o procedimento, mas o resultado raramente é auditado para averiguar a eficiência. Se você for um gerente de TI, isso deverá mantê-lo acordado”.
Paranoia número 5: Os diretores jamais compreenderão sua importância
O CIO trabalha 40, 50 e até 60 horas por semana; mantém tudo funcionando e – eventualmente – precisa atender a pedidos insólitos. E o que ele leva de tudo isso? Na melhor das hipóteses, continua invisível.
“Boa parte dos profissionais de TI está preocupada com o futuro profissional e aos recursos destinados ao departamento”, informa o consultor em tecnologia da informação, Scott Archibald. E a situação só piora com o fato de que os demais departamentos da organização dificilmente expressam uma opinião positiva sobre o trabalho do CIO e de sua equipe.
A consultora em carreira da empresa Azzarello Group, Patty Azzarello, afirma que os profissionais de TI enfrentam três grandes problemas: os demais executivos não entendem seu trabalho; a tecnologia está sempre
na lista de itens que precisam ser cortados; e existe o que Patty classifica como 'amnésia comercial'. Para explicar esse último conceito, a especista cita que quando a TI implementa um projeto que traga resultados para as vendas, os resultados são comemorados por três meses e, após esse período, todos esquecem do que aconteceu.
“Nesse esquecimento também entra o fato de a TI ter de pagar pela manutenção do sistema que proporcionou o crescimento na receita”,
pontua Patty.
Mas, em alguns casos, o departamento de TI é responsável por esse esquecimento. Cabe a ele mantra o farol aceso e deixar evidente que trata-se de uma área essencial e indispensável, na visão do CEO da empresa de recrutamento Eliassen Group, Dave MacKeen.
Assim, até os mais experientes profissionais do setor de tecnologia da informação vivem em um estado de alerta permanente. “E o que mais tira o sono do CIO é aquilo que ele desconhece”, relata o diretor de segurança estratégica da consultoria de TI Solutionary, Jon Heirmel.
Acompanhe os cinco motivos que tiram o sono dos profissionais de TI:
Paranoia número 1: O data center cair
O centro de processamento de dados é o coração pulsante da empresa. Se ele ficar indisponível, pode levar toda a empresa junto. Para muitos profissionais de TI, manter o data center rodando em tempo integral é motivo para que o gestor de TI fique acordado 24 horas por dia, sete dias por semana.
O que pode dar errado? O elenco é vasto. Vai desde desastres naturais até queda no fornecimento de energia, falta de conectividade, servidores entrando em estado de choque por sobrecarga ou sistemas mal
configurados, espionagem eletrônica, sabotagem interna, furtos, roubos e outras ameaças que pairam sobre as empresas.
O atual presidente do conselho da Next Generation Data, operadora de data centers que atende a bancos, operadoras e agências governamentais do Reino Unido, Simon Taylor, conhece esses problemas pessoalmente. Ataques terroristas, ocorridos na década de 90, em locais próximos a dois data centers sob sua administração foram completamente devastadores.
Assim, depois da experiência desastrosa, a Next Generation Data construiu suas instalações em uma pequena cidade da Inglaterra, em uma verdadeira fortaleza indestrutível – localizada estrategicamente fora dos limites da cidade, longe de qualquer rodovia ou rota de aeronaves. O perímetro é todo cercado por arame farpado, por vidros à prova de bombas e de balas e por sensores infravermelho.
Os 75 mil metros quadrados do data center também são cercados por barreiras de concreto resistentes a colisões e o acesso dos funcionários só é permitido depois de um exame biométrico da retina. A segurança do local fica a cargo de ex-combatentes das forças especiais britânicas.
Para evitar incidentes com falta de eletricidade, a instalação está ligada a uma subestação distribuidora de energia e tem acesso a 180 mil kVA, “o suficiente para abastecer uma pequena cidade”, ressalta Taylor. Outro benefício: o local está instalado em uma região de clima predominantemente temperado, o que reduz custos com resfriamento, e não está sujeito à incidência de furacões, terremotos, incêndios de grandes proporções ou outros desastres naturais.
Paranoia número 2: Gadgets infectando a rede
Lembra daquele perímetro super seguro que a TI estabeleceu para defender a rede de potenciais invasores? Então, essas medidas já viraram coisa do passado. Isso graças a novos equipamentos que invadem as corporações, como o iPhone, da Apple.
“Os dispositivos móveis vêm entrando em nossas vidas em ritmo super acelerado” afirma o presidente do conselho e fundador do grupo InfoWarCon - que reúne especialistas em segurança -, Winn Schwartau. “E o profissional TI fica intimidado com o possível número de dispositivos móveis que, possivelmente, estão conectados à rede e sobre os quais não sabem nada. Mais do que isso, provavelmente, esses equipamentos fogem das políticas de segurança internas”, acrescenta.
O problema que nesse caso tira o sono dos CIOs e da sua equipe é que aparelhos contendo dados sensíveis podem ser roubados ou perdidos, além de serem passíveis de infecção por malwares. Com isso, da mesma
maneira que ocorre com laptops e netbooks, toda a rede pode ser exposta.
E as opções para minimizar o problema não são muitas. “Banir os dispositivos móveis do local de trabalho? Boa sorte!”, brinca Scott Archibald, umd dos diretores da consultoria Bender Consulting. “Queira ou não, esses equipamentos são uma realidade e fazem parte da nossa vidas pessoal e profissional”, ressalta. Ainda de acordo com ele, a melhor forma de lidar com essa situação é permitir o uso para criar regras sobre o uso desses aparelhoes nas organizações.
Distribuir smartphones para todos os funcionários é uma solução? De acordo com Schwartau, além de não impedir que eles usem os próprios aparelhos sempre que puderem, isso é uma alternativa para lá de custosa. O que pode ser feito é implementar sistemas de gestão do tipo BlackBerry BES que contam com criptografia, túneis de acesso seguro pela internet, filtro de conteúdo, firewalls e opções de formatação de memória remota.
“Nenhum dado deve ser armazenado em dispositivos móveis sem estar seguro”, sugere o CTO da empresa Antenna Software, fornecedora de soluções corporativas móveis, Dan Zeck. “O recurso de login com autenticação redundante é altamente recomendado. Preferencialmente um com time-out programado. Assim, os medos de eventuais furtos ou roubos podem ser mitigados”, acrescenta.
Mas, ainda assim, o risco de vazamento de informações permanece.
Funcionários podem, de forma inadvertida, compartilhar dados críticos, usando, por exemplo, redes públicas. “O que me tira o sono são as coisas que acontecem todos os dias sem que percebamos”, analisa o diretor de operações globais da Team Cymru, entidade sem fins lucrativos, voltada à pesquisa da segurança de redes, Rob Thomas.
Paranoia número 3: A chegada da cloud
As nuvens pairam sobre o horizonte e muitos não estão preparados para elas. E se, por um lado, a cloud computing (computação em nuvem) pode reduzir dramaticamente os investimentos em TI e terceirizar funções menos estratégicas, por outro lado, esse modelo oferece riscos únicos. Para o diretor de serviços da tecnológicos de alto risco da auditoria Proviti, Scott Gracyalny, mesmo que o provedor seja altamente seguro, há várias instâncias nas quais podem ocorrer falhas. Um exemplo disso são a alocação de dados e a segregação de informações. Além disso, questões como o suporte, a recuperação e a investigação são áreas
bastante sensíveis.
“Às companhias cabe realizar um profundo exame da real demanda por essas soluções e contratar uma avaliação de riscos de uma empresa terceirizada”, recomenda Gracyalny. “Existe um contingente enorme de
pontos de contato, em que a interface com todo esse novo universo com que você acaba de se conectar, pode dar errado”.
O vice-presidente de operações da Shavlik Technologies, Rob Juncker, afirma que “operar na nuvem representa uma mudança em todos os aspectos, desde a gestão do software até a autenticação de usuários.”
E tudo se resume a um ponto de vulnerabilidade: o browser.
“Capaz de executar praticamente qualquer código que por ventura baixe, os nossos browsers se tornaram plataforma para entrega de aplicativos aos quais os administradores de rede têm de prestar atenção em dobro”, afirma Juncker, que completa: “Será que a publicação incessante de atualizações e correções de segurança de aplicativos como o Internet Explorer, o Firefox e outras interfaces com a internet podem deixar
você tranquilo?”
Na perspectiva de Scott Gracyalny, aos profissionais de TI resta pouco a fazer, igual acontece no caso dos dispositivos móveis. “Uma implementação de plataforma na nuvem bem executada pode transformar
alguém em herói”, ressalta ele. “Em contrapartida, qualquer migração realizada de maneira menos planejada e executada sem eficiência total, pode acarretar um prejuízo de centenas de milhões de dólares”, completa.
Paranoia número 4: Vazamento de dados
Todo mundo no departamento de TI sabe da necessidade de vigiar os dados contidos nos discos rígidos da empresa. A paranoia maior é referente aos outros lugares de onde podem vazar as informações.
De acordo com um estudo realizado pelo instituto Ponemon, 70% dos vazamentos de informações ocorrem a partir de máquinas não conectadas à rede. Isso não se resume aos PCs, mas inclui flash drives (pendrives), dispositivos móveis, fitas de backup, inclusive as memórias contidas em impressoras e copiadoras antigas.
Um exemplo disso ocorreu em abril, quando a rede de notícias norte- americana CBS reportou a existência de um armazém em Nova Jersey (Estados Unidos), onde mais de 6 mil copiadoras usadas estavam guardadas. Várias delas eram munidas de discos rígidos e neles havia registros médicos, números de seguro social, extratos de pagamento e outras informações de cunho confidencial.
Segundo o CEO da empresa Remtech, especializada na recuperação e na destruição dos equipamentos de TI, Bob Houghton, o perigo se esconde onde as pessoas menos desconfiam.
Até mesmo os departamentos de TI, crentes de terem feito um bom trabalho de remoção de informações dos equipamentos pecam por não verificar se restou algum dado importante ou não nas máquinas. Uma em cada quatro máquinas que chegam à Remtech, ainda contém algum tipo de dado importante residual.
“Acontece que a maioria das pessoas não atenta para esse fato”, diz Houghton. “Elas simplesmente seguem uma rotina sem verificar os resultados. Elas irão dizer que fizeram tudo de acordo com o procedimento, mas o resultado raramente é auditado para averiguar a eficiência. Se você for um gerente de TI, isso deverá mantê-lo acordado”.
Paranoia número 5: Os diretores jamais compreenderão sua importância
O CIO trabalha 40, 50 e até 60 horas por semana; mantém tudo funcionando e – eventualmente – precisa atender a pedidos insólitos. E o que ele leva de tudo isso? Na melhor das hipóteses, continua invisível.
“Boa parte dos profissionais de TI está preocupada com o futuro profissional e aos recursos destinados ao departamento”, informa o consultor em tecnologia da informação, Scott Archibald. E a situação só piora com o fato de que os demais departamentos da organização dificilmente expressam uma opinião positiva sobre o trabalho do CIO e de sua equipe.
A consultora em carreira da empresa Azzarello Group, Patty Azzarello, afirma que os profissionais de TI enfrentam três grandes problemas: os demais executivos não entendem seu trabalho; a tecnologia está sempre
na lista de itens que precisam ser cortados; e existe o que Patty classifica como 'amnésia comercial'. Para explicar esse último conceito, a especista cita que quando a TI implementa um projeto que traga resultados para as vendas, os resultados são comemorados por três meses e, após esse período, todos esquecem do que aconteceu.
“Nesse esquecimento também entra o fato de a TI ter de pagar pela manutenção do sistema que proporcionou o crescimento na receita”,
pontua Patty.
Mas, em alguns casos, o departamento de TI é responsável por esse esquecimento. Cabe a ele mantra o farol aceso e deixar evidente que trata-se de uma área essencial e indispensável, na visão do CEO da empresa de recrutamento Eliassen Group, Dave MacKeen.
Fonte: Computerworld
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Sexo Seguro
Veja e considere como é relevante - no minímo, racional.
Ponha a cabeça para refletir!
Você lembra do tempo em que “sexo seguro” significava usar camisinha para evitar doenças sexualmente transmissíveis e gravidez? Esqueça, os bons tempos terminaram. Confira aqui as dicas para sexo seguro que um homem deve observar no maravilhoso mundo feminista moderno!
A coisa está ficando assim: sabe aquela gatinha que você conheceu na balada, que deu a maior mole, você convidou para um motel e ela topou?
Primeiro: leve a garota à uma emergência hospitalar e solicite um teste de dosagem de álcool e outros entorpecentes, para evitar acusação de posse sexual mediante fraude. (Art. 215 CPB)
Depois passe com ela em um cartório e exija que ela registre uma declaração de que está praticando sexo consensual, para evitar acusação de estupro. (Art. 213 CPB)
Exija também o registro de uma declaração de que ela está praticando sexo casual, para evitar pedido de pensão por rompimento de relação estável. (Lei 9.278, Art. 7)
Depois vá a um laboratório e exija o exame de beta-HCG (gonadotrofina coriônica humana) para ter certeza que você não é o pato escolhido para sustentá-la na gravidez de um bebê que não é seu. (Lei 11.804, Art. 6)
No motel ou em casa, use camisinha e nada de “sexo forte” pra evitar acusações de violência doméstica e pegar uma Maria da Penha nas costas. Além disso, você deve paparicá-las, elogiá-las, jamais criticá-las ou reclamar coisa alguma, devem ser perfeitos capachos, para não causar qualquer "sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral”, sem que tenha obviamente os mesmos direitos em contrapartida. (Lei 11.340 Art. 5)
Na saída do motel, leve-a ao Instituto Médico Legal e exija um exame de corpo de delito, com expedição de laudo negativo para lesões corporais (Art. 129 CPB) e negativo para presença de esperma na vagina, para TENTAR evitar desembolsar nove meses de bolsa-barriga caso ela saia dali e engravide de outro. (Lei 11.804 Art. 6)
Finalmente, se houver presença de esperma na vagina da moça, exija imediatamente uma coleta de amostra para futura investigação de paternidade (Lei 1.060, Art. 3, inciso VI) e solicitação de restituição de eventuais pensões alimentícias obtidas mediante ardil ou fraude. (Art. 171 CPB)
Fazendo tudo isso, TALVEZ você possa fazer “sexo seguro”…se ainda estiver interessado!
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Entrevista com o Secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, sobre o incidente em São Conrado
Beltrame: “Sei onde está o Nem, e sei até o que tem dentro da casa dele" O secretário de Segurança do Rio afirma que não pode pôr em risco os moradores da Rocinha para prender o homem que comanda o tráfico na favela Nelito Fernandes e Ruth de Aquino “Sei onde está o Nem (chefe do tráfico da Rocinha), e sei até o que tem dentro da casa dele. Não tenho medo de traficante. Mas não posso arriscar a vida dos moradores.” A afirmação é do secretário de segurança do Rio de Janeiro, o gaúcho José Beltrame. Ele chega a sua sala com o tronco ligeiramente arqueado. Além do tiroteio de sábado em São Conrado entre traficantes e policiais, junto ao Hotel Intercontinental, que descreveu como “uma infelicidade”, sua coluna cervical o tem incomodado. “O médico disse que minha hérnia de disco está parecendo o quebra-molas de Itaboraí”, diz ele, numa referência ao município fluminense cortado por uma estrada famosa por seus solavancos. Beltrame recebeu a diretora da sucursal Rio de ÉPOCA, Ruth de Aquino, e o repórter Nelito Fernandes durante duas horas para uma entrevista exclusiva. Para o secretário, o incidente de sábado, por mais grave que tenha sido, não mudará o planejamento da pacificação das favelas: “A Rocinha terá a sua UPP [Unidades de Polícia Pacificadora], mas não agora. Faltam homens: seriam necessários 1.600, 1.800 policiais recém-formados e ainda não dispomos desse contingente”. Pela lógica da pacificação, Beltrame calcula que, para ter chance de dar certo, é preciso colocar na comunidade um policial para cada 80 habitantes. Como a população da Rocinha passa de 100 mil, o investimento em recursos humanos é muito alto, proporcionalmente ao de outras áreas no Rio. Para se ter uma ideia, até o mês passado, o total dos policiais de UPPs em 10 comunidades pacificadas era praticamente o mesmo que precisará ser destinado somente à Rocinha: 1.880. A seguir, alguns trechos mais relacionados com o incidente de sábado, numa conversa abrangente, que envolveu conquistas e dilemas da política de recuperação de territórios em poder de gangues de traficantes. Felipe Varanda / Editora Globo ÉPOCA – Moradores da Rocinha dizem que Nem faz musculação todo dia na mesma academia, junto do portão 2, com 30 seguranças. Eles sabem os lugares que ele frequenta, onde come churrasco e a que horas, quem são suas mulheres, por onde ele anda. A polícia tem essas informações? José Beltrame – Assim como a gente conhece o Nem, a gente sabe onde está o Fabiano, onde está o Polegar, e também o Marquinho Niterói, um traficante que na minha opinião é até mais importante historicamente do que o Nem. ÉPOCA – E por que eles não são presos? Beltrame – Para eu ir buscar essa pessoa a sociedade está disposta a pagar o custo de algumas vidas? Eu tenho que pensar nisso, porque eu sou um administrador público. Eu tenho que pensar que garantias vou ter para buscar o Nem na academia. Eu posso ir lá e tem polícia para ir lá. Mas eu, como administrador, tenho que ver o custo disso, social e o de vidas. Aliás, o número correto de homens armados na rua enquanto o Nem faz ginástica não é 30. São exatamente 17. Eu vou lá, sei o endereço, a rua, a casa e inclusive o que ele tem dentro da casa. Quando decidir entrar lá eu vou entrar e buscar porque se tiver que fazer guerra, vou fazer uma vez só. Esses caras para dar tiro se sentem à vontade, não têm nenhum apego à vida deles ou dos outros. Isso é uma coisa que não tem mágica. Muita gente antes de mim não quis fazer isso, mas também não buscou outra alternativa. "O vital é tirar o território do poder dos traficantes. Quando ele perde o território, não é ninguém. Touro em poltreiro alheio é vaca, como se diz no Sul" ÉPOCA – E qual é a solução? Beltrame – Prender traficantes é importante, importantíssimo. Apreender as drogas é importantíssimo. Armas, é importantíssimo. Mas o mais vital é que se tire o território, e isso é que não foi feito antes e que nós começamos a fazer. Porque, se eu tirar o território dessas pessoas, eles se acabam. Não é o Nem, o Polegar, o Marcinho Niterói, é o território. Porque o território ele não substitui. O traficante, mesmo preso, ele continua tocando o negócio e se sente meio em casa, junto com os companheiros. Mas, sem território, não tem jeito. Vai para outra comunidade? É trucidado. Não é ninguém. É aquela história: touro no poltreiro alheio é vaca. ÉPOCA – Quando a Rocinha vai ter uma UPP? A Rocinha vai ter, mas não dá para dizer quando exatamente porque isso envolve não só o sigilo do planejamento, mas a logística. Eu não tenho como entrar lá agora lá porque eu não tenho homens se formando numa quantidade suficiente a cada ano. Precisaria de uns 1.800 para colocar lá. Com a obra na academia, nós podemos formar 4 mil policiais por ano. E, só agora em 2010, conseguimos chegar a esse número. Até julho, nós tínhamos 1.880 homens em 10 UPPs, isso é quase o efetivo necessário para a Rocinha. Então, você tem que escolher se vai ter 10 comunidades pacificadas, com UPP, ou uma na Rocinha. Sem contar que, se escolhêssemos a Rocinha, certamente muitos iam dizer que só temos UPPs na Zona Sul e que nossa política é elitista. Nós temos um planejamento e vamos seguir. Durante 40 anos só se enxugou gelo na segurança do Rio. Tinha um tiroteio aqui, corria pra lá. Tinha outro, ia para outro lugar. De que adianta prender um chefão se tem outro na fila para pegar o lugar? Prendemos, no sábado (21), o Perna, que seria o natural substituto do Nem. A gente tem que ter muito cuidado, ir na base da faca na bota. ÉPOCA – O que pesa para dizer: vamos fazer agora num lugar agora, mas não vamos fazer na Rocinha? Beltrame – Levamos quase dois anos sentados discutindo os lugares e as prioridades. Nós levamos em conta índice de criminalidade, quantidades possíveis de armas, alcance dos tiros que são disparados, equipamentos públicos na favela. As ocupações precisam formar um desenho que abranja onde a cidade pulsa mais, onde as pessoas trabalham. ÉPOCA – Pelo que se viu nos vídeos, o poderio de fogo na Rocinha é imenso. Fala-se num exército de 300 homens... Beltrame – E quem contou? Para mim, 80% dos bandidos do Nem da Rocinha estavam nesse evento no fim de semana. E ali eram quantos? O pessoal chuta 70. Isso é uma coisa que alguém lança, 150, 300, e aquilo fica como verdade. Fora aquelas pessoas, o que pode ter lá em cima do morro ainda? Mais umas 20 pessoas? Saiu um bando correndo lá para o Hotel Intercontinental. Três ou quatro, como eles sempre fazem, ficam resistindo. O Nem foi quase rendido, um policial chegou a enquadrá-lo, mas não atirou porque ele estava correndo dentro de um condomínio, poderia haver vítimas. Para mim, é mito que ele tenha 300 homens, não acho factível. ÉPOCA – A polícia tinha informação de que Nem estaria numa festa do morro vizinho, o Vidigal? Beltrame – De quinta-feira a domingo, nos vem muita informação de que vai ter baile aqui e ali, mas é no “poderá”, “haveria”, “poderia” e nós não vamos para todos os lugares. E muito menos nós temos um catálogo de dias de aniversário dos traficantes. "O que aconteceu no sábado (23) no hotel Intercontinental foi uma infelicidade. Mas não mudará nosso planejamento. A Rocinha terá sua UPP, mas não agora" ÉPOCA – Mas dos mais importantes vocês sabem. Todo mundo sabe na Rocinha quando vai ser o aniversário do Nem. Beltrame – Alguns, claro, a gente sabe. Quando a gente sabe, o que faz? A gente represa o lugar. Você imagina que, se tivesse em São Conrado uns 30 policiais na hora do encontro com os traficantes, ia ser muito pior do que foi. O policiamento do 23º Batalhão (Leblon) recebeu um alerta de que “poderia” haver uma festa no Vidigal e que o chefe dos traficantes do Urubu poderia vir com o seu bando lá da Zona Norte da cidade para São Conrado, na Zona Sul. O alerta foi na sexta. Havia duas patrulhinhas, com dois homens em cada carro, quando encontraram a van com os 15 bandidos por acaso. E começou o enfrentamento, de madrugada. Esse povo voltava do Vidigal para a Rocinha. ÉPOCA – De onde surgiu a informação de que 12 policiais à paisana tentaram prender Nem? Beltrame – Boa pergunta. Eu também queria saber isso. Já que levantaram essa possibilidade, eu pedi para instaurar um inquérito e verificar. Mas, gente, 12 policiais vão enfrentar 60 bandidos lá dentro da favela? Podem ser policiais, mas, se fizer um eletroencefalograma neles, vamos ver que loucos eles não são. ÉPOCA – Para a imagem do Rio, foi péssimo o que aconteceu. As imagens correram o mundo... Beltrame – Muito melhor seria que não tivesse acontecido, mas poderia ter sido bem pior. Se não houvesse enfrentamento, se duas patrulhinhas não tivessem encontrado a van com os bandidos no caminho, nada disso teria ocorrido. Tínhamos 800 pessoas no hotel, reféns e todas se salvaram. Os reforços policiais que chegaram foram decisivos. Tudo terminou com uma só vítima fatal – uma mulher que trabalhava para eles no caixa do tráfico e cujo corpo foi jogado no asfalto para a gente recolher. Prendemos 10, apreendemos fuzis. E eles serão enviados para Rondônia. Mas foi uma infelicidade. Eu costumo dizer que, infelizmente, até que o novo Rio seja uma realidade completa, nós vamos ter que conviver com esse velho Rio. |
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Fusão TAM e LAN por Luís Nassif
Vamos a algumas conclusões sobre essa suposta associação da TAM com a LAN, companhia aérea chilena.
Em termos efetivos, não foi associação. Foi uma venda disfarçada, para poder contornar a legislação brasileira – que proíbe mais de 20% de capital externo em companhia aérea.
A montagem consistiu no seguinte:
Monta-se uma nova empresa, a Latam Airlines. Nela haverá um bloco de controle, constituído por 24,07% do capital com a família Cueto (da Lan) e 13,52% com a família Amaro (da TAM). Essa companhia terá 20% da TAM. A família Rolim continuará com 80% do controle até ser efetivada a fusão e a operação ser aprovada pelas autoridades aeronáuticas. Em circunstâncias normais, jamais seria aprovada. Mas o Brasil é Brasil.
Não foi por outro motivo que, já há alguns meses, a TAM eliminou o slogan “orgulho de ser brasileira”.
Acertada a fusão, as ações da TAM serão trocadas por BDR (Brazilian Depositary Receipts, títulos que representam ações de empresas em bolsas estrangeiras) da LAN, negociadas na Bolsa de Nova York e de Santiago, na proporção de 90% do valor. Pelos cálculos do mercado, na sexta-feira, cada ação da TAM poderá chegar a R$ 43,50 – 90% do valor da LAN, de 13.900 pesos chilenos, equivalentes a R$ 48,33. Antes da operação, o mercado considerava R$ 40,00 o preço justo para uma ação da TAM, conforme informou a analista Rosangela Ribeiro, da SLW Corretora, a Tatiane Correa, da Dinheiro Vivo.
Em seguida, a TAM fecha capital e suas ações desaparecem.
***
Não se deixe iludir por manchetes, alerta o consultor Igor Cornelsen: a TAM foi vendida. Além do desaparecimento das ações, da TAM, o executivo chefe será chileno.
***
Foi uma operação visando burlar a legislação brasileira. Mas foi boa para os acionistas.
A TAM não estava em situação financeira grave. Continuava honrando seus compromissos. Mas a distribuição de dividendos não tinha perspectiva de curto e médio prazo (9 bi em dívidas ainda negociáveis...).
Agora, além da entrada de uma empresa mais valorizada, os acionistas ganharão com a hipervalorização do real, já que o valor das ações foi calculada em dólar.
***
Do ponto de vista operacional, segundo Rosangela, os dados de mercado mostram a TAM líder do mercado brasileiro, com 43% de participação e a LAN com 75% do mercado chileno. Em relação aos voos internacionais, a TAM tem 82,7% do mercado brasileiro contra 50% da LAN no mercado chileno.
A TAM tem 143 aeronaves e 25 mil funcionários; a LAN 86 aeronaves e 16 mil funcionários. A TAM só atua no mercado de passageiros; já a LAN tem 11 aeronaves para transporte de carga.
***
Para o Brasil é um péssimo negócio, como foi a fusão entre a Brahma e a Antarctica na AMBEV, que depois foi desnacionalizada, e seus acionistas brasileiros foram viver no exterior.
No caso da viação aérea, a situação é mais complexa. Cervejas não são empresas estratégicas, aviação comercial sim. Além disso a aviação comercial funciona sob regime de concessão. São importantes como geradoras de divisas, como elementos de integração nacional e, em caso de conflito, como elementos de apoio na defesa nacional.
Em termos efetivos, não foi associação. Foi uma venda disfarçada, para poder contornar a legislação brasileira – que proíbe mais de 20% de capital externo em companhia aérea.
A montagem consistiu no seguinte:
Monta-se uma nova empresa, a Latam Airlines. Nela haverá um bloco de controle, constituído por 24,07% do capital com a família Cueto (da Lan) e 13,52% com a família Amaro (da TAM). Essa companhia terá 20% da TAM. A família Rolim continuará com 80% do controle até ser efetivada a fusão e a operação ser aprovada pelas autoridades aeronáuticas. Em circunstâncias normais, jamais seria aprovada. Mas o Brasil é Brasil.
Não foi por outro motivo que, já há alguns meses, a TAM eliminou o slogan “orgulho de ser brasileira”.
Acertada a fusão, as ações da TAM serão trocadas por BDR (Brazilian Depositary Receipts, títulos que representam ações de empresas em bolsas estrangeiras) da LAN, negociadas na Bolsa de Nova York e de Santiago, na proporção de 90% do valor. Pelos cálculos do mercado, na sexta-feira, cada ação da TAM poderá chegar a R$ 43,50 – 90% do valor da LAN, de 13.900 pesos chilenos, equivalentes a R$ 48,33. Antes da operação, o mercado considerava R$ 40,00 o preço justo para uma ação da TAM, conforme informou a analista Rosangela Ribeiro, da SLW Corretora, a Tatiane Correa, da Dinheiro Vivo.
Em seguida, a TAM fecha capital e suas ações desaparecem.
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Não se deixe iludir por manchetes, alerta o consultor Igor Cornelsen: a TAM foi vendida. Além do desaparecimento das ações, da TAM, o executivo chefe será chileno.
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Foi uma operação visando burlar a legislação brasileira. Mas foi boa para os acionistas.
A TAM não estava em situação financeira grave. Continuava honrando seus compromissos. Mas a distribuição de dividendos não tinha perspectiva de curto e médio prazo (9 bi em dívidas ainda negociáveis...).
Agora, além da entrada de uma empresa mais valorizada, os acionistas ganharão com a hipervalorização do real, já que o valor das ações foi calculada em dólar.
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Do ponto de vista operacional, segundo Rosangela, os dados de mercado mostram a TAM líder do mercado brasileiro, com 43% de participação e a LAN com 75% do mercado chileno. Em relação aos voos internacionais, a TAM tem 82,7% do mercado brasileiro contra 50% da LAN no mercado chileno.
A TAM tem 143 aeronaves e 25 mil funcionários; a LAN 86 aeronaves e 16 mil funcionários. A TAM só atua no mercado de passageiros; já a LAN tem 11 aeronaves para transporte de carga.
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Para o Brasil é um péssimo negócio, como foi a fusão entre a Brahma e a Antarctica na AMBEV, que depois foi desnacionalizada, e seus acionistas brasileiros foram viver no exterior.
No caso da viação aérea, a situação é mais complexa. Cervejas não são empresas estratégicas, aviação comercial sim. Além disso a aviação comercial funciona sob regime de concessão. São importantes como geradoras de divisas, como elementos de integração nacional e, em caso de conflito, como elementos de apoio na defesa nacional.
Cláudio Magnavita e Texto sobre Aviação
O negócio entre a TAM e a LAN merece uma atenção especial. A mídia tem festejado de forma eufórica o acordo entre duas empresas privadas, deixando de analisar através de um enfoque fundamental: o interesse nacional.
A TAM é hoje a única empresa aérea de bandeira do País para as viagens de longo curso. É o operador brasileiro que garante as nossas ligações com a Europa e a América do Norte. Para um país de dimensões continentais como o nosso, geograficamente localizado no hemisfério sul e com suas grandes metrópoles a pelo menos nove horas de voo das grandes cidades do hemisfério Norte, o transporte aéreo é um item vital para a soberania nacional.
O Brasil, como sexta economia mundial e como uma nação em pleno desenvolvimento, tem que ter soberania sobre as suas ligações e rotas para os principais centros econômicos do planeta.
A TAM foi a solução nacional de mercado para a saída da velha Varig de cena. O país se deu ao luxo de aplaudir o fim de uma máquina que o conectava com o mundo. A soberania estava preservada e havia geração em moeda forte. A empresa chegou a gerar R$ 8 bilhões de faturamento. Só a evasão de divisas com a migração de receita para as empresas aéreas estrangeiras ocorrida nos últimos cinco anos daria para pagar a dívida da Varig umas dez vezes. Entregamos o nosso mercado para as estrangeiras que transportam brasileiros e transferem sua receita para o exterior, gerando empregos lá fora. Este é apenas o aspecto econômico.
A questão da soberania nacional, uma visão estratégica, é a mais importante. O país tem que ter sob sua bandeira uma frota de aeronaves de longo curso para que exerça a nossa contrapartida nos acordos bilaterais de transporte aéreo, tanto em relação à carga quanto ao passageiro.
A TAM vinha ocupando este espaço que foi da Varig a partir da absorção da Real Aerovias, Panair do Brasil e Cruzeiro. O tamanho da Varig era o resultado da operação de décadas de rotas dessas empresas nacionais, que por diferentes motivos foram abrigadas em um único operador. Só que a TAM começou do zero e as suas rotas de longo curso já restabeleciam a presença brasileira na Europa e na América do Norte.
Como o slogan criado pelo próprio comandante Rolim Amaro e que era dito no final de cada voo, “a TAM é uma empresa que tem orgulho de ser brasileira”. Ninguém duvida que os gestores atuais da empresa conhecem o papel de defender os interesses nacionais.
A equipe de dirigentes da TAM construiu uma empresa de longo curso enfrentando obstáculos paradoxais: carga tributária, combustível mais caro do que o dos concorrentes, falta de infraestrutura e de regras do poder concedente, desregulamentação tarifária, enfim, dezenas de motivos externos que afetam a competitividade e que ajudam a inviabilizar qualquer um que queira construir uma aviação de longo curso a partir do Brasil.
Dentro de um ano as decisões macros sobre o destino da TAM, leia-se da única operadora de longo curso do Brasil, passarão a ser realizadas em Santiago do Chile, por um CEO que tem um histórico extrativista, a exemplo do que já fez na Argentina e no Peru. Será que ele terá coração para pensar nos interesses verde-amarelos?
O histórico da relação do grupo LAN com os sindicatos e com os seus empregados é bem diferente do relacionamento das empresas aéreas brasileiras com os seus funcionários. Uma relação nervosa e sempre levada ao limite.
Na prática, este acordo, que tem ares de irreversível, tem que prever salvaguardas para o interesse nacional. Tem que se criar ações que criem cenários competitivos para que outras empresas brasileiras passem a operar no longo curso.
Os gestores brasileiros da TAM precisam contar com a proteção legal para barrar decisões estrangeiras que os coloquem em conflito com os interesses nacionais.
Nos próximos anos os interesses chilenos estarão preservados politicamente, até porque o atual presidente da República daquele país era acionista da LAN e possui uma relação íntima (é credor) com o futuro CEO da Latam. Sebastian Piñera participou ainda como acionista das negociações, conforme revelou a imprensa chilena. Só estes fatos geram um desequilíbrio entre os interesses do Chile e os do Brasil.
Perguntado no Chile se, caso houvesse a mudança da legislação brasileira sobre a participação estrangeira, hoje limitada a 20%, o grupo teria interesse em aumentar sua participação, Enrique Cueto respondeu que “o acordo já prevê que, se houver modificações que permitam uma maior participação estrangeira, elas serão aplicadas ao contrato”, ou seja, os chilenos estão chegando!
Se a LAN propusesse um acordo semelhante com uma companhia aérea norte-americana, dificilmente seria aprovado. As fusões de companhias aéreas americanas ocorrem somente entre elas. Eles sabem a importância estratégica do setor, tanto que socorreram financeiramente as companhias depois do 11 de Setembro. Nunca aceitariam ter um CEO sentado no Chile decidindo assuntos da aviação local.
Na Argentina, o governo entendeu a importância de uma empresa de bandeira e evitou a bancarrota da Aerolíneas Argentinas, entregue a um insolvente grupo espanhol. Ela se mantém como empresa privada e está em plena recuperação. Em qualquer mesa de negociação, os argentinos primeiro defendem os interesses da sua empresa nacional e só depois fazem concessões aos estrangeiros. No Brasil, os interesses nacionais parecem fazer parte de um distante passado.
No caso da Latam, o casamento entre TAM e LAN, deve passar pela preservação da autonomia dos seus gestores brasileiros e estabelecer regras que mantenham a empresa comprometida com os interesses nacionais, tanto no mercado interno, como nas ligações internacionais.
Cláudio Magnavita é presidente da Aver Editora e da Abrajet Nacional.
A TAM é hoje a única empresa aérea de bandeira do País para as viagens de longo curso. É o operador brasileiro que garante as nossas ligações com a Europa e a América do Norte. Para um país de dimensões continentais como o nosso, geograficamente localizado no hemisfério sul e com suas grandes metrópoles a pelo menos nove horas de voo das grandes cidades do hemisfério Norte, o transporte aéreo é um item vital para a soberania nacional.
O Brasil, como sexta economia mundial e como uma nação em pleno desenvolvimento, tem que ter soberania sobre as suas ligações e rotas para os principais centros econômicos do planeta.
A TAM foi a solução nacional de mercado para a saída da velha Varig de cena. O país se deu ao luxo de aplaudir o fim de uma máquina que o conectava com o mundo. A soberania estava preservada e havia geração em moeda forte. A empresa chegou a gerar R$ 8 bilhões de faturamento. Só a evasão de divisas com a migração de receita para as empresas aéreas estrangeiras ocorrida nos últimos cinco anos daria para pagar a dívida da Varig umas dez vezes. Entregamos o nosso mercado para as estrangeiras que transportam brasileiros e transferem sua receita para o exterior, gerando empregos lá fora. Este é apenas o aspecto econômico.
A questão da soberania nacional, uma visão estratégica, é a mais importante. O país tem que ter sob sua bandeira uma frota de aeronaves de longo curso para que exerça a nossa contrapartida nos acordos bilaterais de transporte aéreo, tanto em relação à carga quanto ao passageiro.
A TAM vinha ocupando este espaço que foi da Varig a partir da absorção da Real Aerovias, Panair do Brasil e Cruzeiro. O tamanho da Varig era o resultado da operação de décadas de rotas dessas empresas nacionais, que por diferentes motivos foram abrigadas em um único operador. Só que a TAM começou do zero e as suas rotas de longo curso já restabeleciam a presença brasileira na Europa e na América do Norte.
Como o slogan criado pelo próprio comandante Rolim Amaro e que era dito no final de cada voo, “a TAM é uma empresa que tem orgulho de ser brasileira”. Ninguém duvida que os gestores atuais da empresa conhecem o papel de defender os interesses nacionais.
A equipe de dirigentes da TAM construiu uma empresa de longo curso enfrentando obstáculos paradoxais: carga tributária, combustível mais caro do que o dos concorrentes, falta de infraestrutura e de regras do poder concedente, desregulamentação tarifária, enfim, dezenas de motivos externos que afetam a competitividade e que ajudam a inviabilizar qualquer um que queira construir uma aviação de longo curso a partir do Brasil.
Dentro de um ano as decisões macros sobre o destino da TAM, leia-se da única operadora de longo curso do Brasil, passarão a ser realizadas em Santiago do Chile, por um CEO que tem um histórico extrativista, a exemplo do que já fez na Argentina e no Peru. Será que ele terá coração para pensar nos interesses verde-amarelos?
O histórico da relação do grupo LAN com os sindicatos e com os seus empregados é bem diferente do relacionamento das empresas aéreas brasileiras com os seus funcionários. Uma relação nervosa e sempre levada ao limite.
Na prática, este acordo, que tem ares de irreversível, tem que prever salvaguardas para o interesse nacional. Tem que se criar ações que criem cenários competitivos para que outras empresas brasileiras passem a operar no longo curso.
Os gestores brasileiros da TAM precisam contar com a proteção legal para barrar decisões estrangeiras que os coloquem em conflito com os interesses nacionais.
Nos próximos anos os interesses chilenos estarão preservados politicamente, até porque o atual presidente da República daquele país era acionista da LAN e possui uma relação íntima (é credor) com o futuro CEO da Latam. Sebastian Piñera participou ainda como acionista das negociações, conforme revelou a imprensa chilena. Só estes fatos geram um desequilíbrio entre os interesses do Chile e os do Brasil.
Perguntado no Chile se, caso houvesse a mudança da legislação brasileira sobre a participação estrangeira, hoje limitada a 20%, o grupo teria interesse em aumentar sua participação, Enrique Cueto respondeu que “o acordo já prevê que, se houver modificações que permitam uma maior participação estrangeira, elas serão aplicadas ao contrato”, ou seja, os chilenos estão chegando!
Se a LAN propusesse um acordo semelhante com uma companhia aérea norte-americana, dificilmente seria aprovado. As fusões de companhias aéreas americanas ocorrem somente entre elas. Eles sabem a importância estratégica do setor, tanto que socorreram financeiramente as companhias depois do 11 de Setembro. Nunca aceitariam ter um CEO sentado no Chile decidindo assuntos da aviação local.
Na Argentina, o governo entendeu a importância de uma empresa de bandeira e evitou a bancarrota da Aerolíneas Argentinas, entregue a um insolvente grupo espanhol. Ela se mantém como empresa privada e está em plena recuperação. Em qualquer mesa de negociação, os argentinos primeiro defendem os interesses da sua empresa nacional e só depois fazem concessões aos estrangeiros. No Brasil, os interesses nacionais parecem fazer parte de um distante passado.
No caso da Latam, o casamento entre TAM e LAN, deve passar pela preservação da autonomia dos seus gestores brasileiros e estabelecer regras que mantenham a empresa comprometida com os interesses nacionais, tanto no mercado interno, como nas ligações internacionais.
Cláudio Magnavita é presidente da Aver Editora e da Abrajet Nacional.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Contrail (ou trilha de condensação)
Vôos originários do Sul da Europa em direção ao continente brasileiro utilizam a aerovia UN741 que passa sobre SBFZ em FL250 ou seja 25000 Ft.
Por dia vários aviões atravessam o céu de Fortaleza mas só podem ser percebidos quando ocorre o fenômeno chamado de Contrail ou trilha de condensação.
Contrail ou trilha de condensação:
Acontece com qualquer avião à jato, de passageiros ou de guerra.
Gotículas de água super resfriadas ( -50°C ) estão em suspensão no nível de vôo do avião.
O calor de exaustão das turbinas pode alcançar mais de 300°C e ao chocar-se com as gotículas resfriadas na atmosfera, fazem a condensação da água, passando direto do estado líquido para o gasoso, assim transformando em nuvem chamada STRATUS quando mais baixa, ou CIRRUS quando em altitude elevada.
A esteira deixada atrás de cada motor do avião ( jato ) chama-se Trilha de Condensação.
Quando você ver Trilha de Condensação dependendo da altura significa mudança climática nas próximas 48 horas.
É o mesmo fenômeno físico que acontece quando se coloca água para ferver numa cafeteira.
O vapor que sai pelo bico nada mais é que nuvem, porém por estar num ambiente mais quente se dissipa rapidamente.
O calor de exaustão das turbinas pode alcançar mais de 300°C e ao chocar-se com as gotículas resfriadas na atmosfera, fazem a condensação da água, passando direto do estado líquido para o gasoso, assim transformando em nuvem chamada STRATUS quando mais baixa, ou CIRRUS quando em altitude elevada.
A esteira deixada atrás de cada motor do avião ( jato ) chama-se Trilha de Condensação.
Quando você ver Trilha de Condensação dependendo da altura significa mudança climática nas próximas 48 horas.
É o mesmo fenômeno físico que acontece quando se coloca água para ferver numa cafeteira.
O vapor que sai pelo bico nada mais é que nuvem, porém por estar num ambiente mais quente se dissipa rapidamente.
Fonte(s):
Instrutor de Vôo e Piloto Linha Aérea
quinta-feira, 29 de julho de 2010
TJ/RS - Esposa traída condenada a indenizar amante do marido
A 9ª câmara Cível do TJ/RS condenou uma esposa de Caxias do Sul a pagar R$ 12,5 mil de indenização por danos morais e materiais à amante do marido. Os magistrados entenderam que ela agiu de forma ilícita ao invadir o trabalho da amante após descobrir a traição do marido.
Caso
A autora ajuizou ação de indenização por danos morais e materiais contra o amante e sua esposa. Sustentou que, ludibriada por suas investidas e afirmativas de que era solteiro, em 2004 passou a manter relacionamento amoroso com ele. No início de 2005, no entanto, descobriu que era casado, rompendo o relacionamento. No entanto, apesar de exigir que ele se mantivesse afastado, continuou a ser importunada por e-mails e recados enviados pelo réu.
Além disso, afirmou que a esposa do réu esteve em seu local de trabalho, no final de fevereiro de 2005, para lhe agredir física e moralmente, atribuindo-lhe a culpa pelo relacionamento extraconjugal do marido. Sustentou que, na ocasião, foi agredida com três tapas no rosto, insultada e ameaçada. Referiu que, além de ser submetida publicamente à situação vexatória, perdeu o emprego em razão do escândalo.
Na contestação, o casal sustentou que a relação inicial entre as partes foi de amizade, passando a autora a frequentar diversas festividades na presença de ambos os requeridos, vindo a relacionar-se amorosamente com ele. Confirmam a existência da relação extraconjugal, classificando-a de "mero caso passageiro", e mencionaram que os contatos posteriores por parte dele objetivavam apenas a manutenção da relação de amizade entre as partes. Asseguraram que foram eles os maiores prejudicados com a remessa de correspondências eletrônicas por parte da autora ao local de trabalho do ex-amante.
No 1º grau, o juiz de Direito Carlos Frederico Finger, do 2º juizado da 3ª vara Cível de Caxias do Sul, julgou improcedente a ação contra o marido infiel. No entanto, condenou a esposa traída a indenizar a autora da ação em R$ 7,5 mil por danos materiais e em outros R$ 9,3 mil a título de danos morais, valores a serem corrigidos monetariamente.
Inconformados, marido e mulher recorreram da decisão, argumentando que nenhuma testemunha afirmou ter presenciado agressões, que a discussão ocorreu fora do expediente e que a demissão ocorreu por motivos diversos.
No entendimento da relatora, desembargadora Marilene Bonzanini Bernardi, a sentença não merece reparos quanto à responsabilidade civil da esposa. "A ré deve ser responsabilizada pelos atos resultantes de seu descontrole ao descobrir a traição do marido", diz o voto da relatora. "Por mais que estivesse se sentindo ofendida pelas atitudes da demandante, jamais poderia tê-la procurado em seu ambiente laboral, expondo de forma desarrazoada a vida privada da apelada".
Exposição desnecessária da privacidade
Segundo a desembargadora Marilene, o reconhecimento do ato ilícito, do dano moral e do nexo entre eles decorre da violação da intimidade da autora em local público, pelas agressões protagonizadas pela demandada, pela exposição desnecessária da vida privada, tudo a afrontar os valores estabelecidos no artigo 5º da CF/88 (clique aqui). Nesse contexto, os danos materiais arbitrados na sentença foram considerados proporcionais aos prejuízos alegados e, por essa razão, mantidos. Em relação aos danos morais, a magistrada reduziu o valor da indenização para R$ 5 mil, corrigidos monetariamente.
Participaram do julgamento, além da relatora, os desembargadores Iris Helena Medeiros Nogueira e Tasso Caubi Soares Delabary. A decisão já transitou em julgado, não havendo mais possibilidade de interposição de recurso.
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OBS : O TJ/RS não informa o número do processo.
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